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Sexta, 14 de Fevereiro de 2020
Dólar recua ante real com foco em intervenção do BC.
Dólar recua ante real com foco em intervenção do BC. Fonte: Agrolink

Depois de renovar máximas recordes várias vezes no decorrer da semana, o dólar era negociado em queda contra o real nos primeiros negócios desta sexta-feira, com os investidores reagindo a mais uma intervenção do Banco Central no mercado de câmbio.

O BC anunciou na quinta-feira que fará nesta sexta-feira mais um leilão de até 20 mil contratos de swap cambial tradicional, no equivalente a 1 bilhão de dólares, em oferta líquida desses ativos.

O BC informou também que dará sequência às rolagens de contratos de swap cambial, ofertando até 13 mil contratos, distribuídos entre os vencimentos 3 de agosto de 2020, 1º de outubro de 2020 e 1º de dezembro de 2020.

Às 9:07, o dólar recuava 0,15%, a 4,3289 reais na venda, enquanto o principal contrato de dólar futuro tinha queda de 0,52%, a 4,330 reais.

No último pregão, o dólar interbancário fechou em baixa de 0,34%, a 4,3356 reais na venda, mas chegou a tocar a máxima histórica intradia de 4,3840 no início da sessão.

Fonte: Agrolink

Sexta, 21 de Fevereiro de 2020
Rio Grande do Sul inicia a colheita da soja e produtividade mostra perdas.
Rio Grande do Sul inicia a colheita da soja e produtividade mostra perdas. Fonte: Canal Rural

Foram relatadas colheitas em Santa Rosa, Soledade, Erechim e Frederico Westphalen. Produtividades estão abaixo do esperado. Tem região esperando com perdas de 40%.

Apesar de alguns produtores já terem relatado o início da colheita da soja da safra 2019/2020, somente agora a Emater-RS relatou em seu relatório semanal a largada nos trabalhos. Segundo a entidade os trabalhos avançaram por 1% da área de 5,956 milhões de hectares semeados. Para a Emater, onde choveu a produtividade deve ser normal, entretanto as estiagens trouxeram sintomas de déficit hídrico nas lavouras e redução na produtividade.

“O desenvolvimento da cultura foi moderado no período, variando conforme a ocorrência das chuvas nas regiões. Nas áreas onde as precipitações atingiram volumes adequados, as perspectivas de produtividade são normais. Já nos locais onde o volume foi menor ou nas quais não ocorreram precipitações, a soja apresenta sintomas de déficit hídrico e aponta para redução na produtividade”, afirma a entidade.

Além dos 1% de áreas colhidas, as lavouras no estado se dividem em: 8% na fase de desenvolvimento vegetativo, 27% em floração, 58% na fase de enchimento de grãos, 6% maduro para colher.

Por enquanto, foram relatadas colheitas em Santa Rosa, com 1% da área, Soledade (abaixo de 1%), Erechim (com 2% da área colhida) e Frederico Westphalen, com 3% da área já retirada de campo.

“Em Erechim, o aspecto geral é muito bom, porém, nas primeiras lavouras colhidas, a produtividade ficou abaixo do esperado. A produtividade obtida variou entre 40 e 50 sacos por hectare. Para as cultivares de ciclos normal e nas tardias, a produtividade poderá ficar comprometida caso não ocorram precipitações adequadas nos próximos dias”, diz a Emater.

Veja por região

Ijuí

Por lá, 9% das lavouras estão em fase de desenvolvimento vegetativo, 18% em floração, 66% em enchimento de grãos e 7% na fase de maturação. Segundo a Emater, a cultura evoluiu rápido para o estádio reprodutivo, com a maior parte das lavouras em floração e enchimento de grãos.

“No período ocorreram altas temperaturas e baixos volumes de chuvas. Em municípios onde as precipitações foram reduzidas, já se observa morte de plantas nos locais de solo raso ou altamente compactados; nas lavouras em floração, constatou-se grande queda de flores. Em outras lavouras em início de maturação, houve queda acentuada de vagens e folhas baixeiras, reduzindo o potencial produtivo.”

Já para as lavouras implantadas em setembro e que foram irrigadas, a previsão é de alta produtividade.

“As lavouras cultivadas nessa mesma época em sequeiro também apresentam queda no rendimento.”

Santa Rosa

Por lá, 9% das lavouras implantadas estão na fase de desenvolvimento vegetativo, 36% em floração, 52% em enchimento de grãos, 3% das áreas encontram-se em maturação e 1% foi colhido.

“As altas temperaturas verificadas durante a semana, aliadas à falta de chuvas, preocupam os agricultores, mas o período não se refletiu em perdas significativas. A situação melhorou com a volta das chuvas e maior nebulosidade do final da semana. A cultura avança rapidamente para o estágio reprodutivo.”

Segundo a Emater, o período de plantio e o ciclo da variedade também têm sido determinantes.

“As lavouras semeadas bem no cedo, com variedades precoces, apresentam elevado percentual de perdas em relação à expectativa inicial, se comparadas às lavouras semeadas em final de outubro e durante novembro.”

Santa Maria

A maior parte da cultura encontra-se no período reprodutivo, durante o qual a planta é mais exigente em termos de umidade e nutrientes.

“Há muitas lavouras onde houve problemas de germinação ou morte de plântulas; algumas áreas foram replantadas e outras estão desuniformes, com baixo estande de plantas, afetando negativamente o potencial produtivo das lavouras.”

Pelotas

As lavouras estão predominantemente nas fases de floração e enchimento dos grãos, que são as mais críticas em relação à falta de água. Segundo a Emater, as precipitações que aconteceram na semana foram novamente esparsas, localizadas e com volumes bastante variados.

“Em geral, foram insuficientes para as necessidades da cultura. As perdas de produtividades já acontecem, devendo se intensificar se as precipitações se mantiverem em baixos volumes nas próximas semanas. Na região são estimadas até o momento perdas de 17% na produtividade. Em municípios como Capão do Leão, as perdas já atingiram 45% da produção esperada inicialmente e 40% em Santana da Boa Vista e Pinheiro Machado.”

Bagé

O estádio é reprodutivo em 80% das lavouras (floração e enchimento de grãos) e outros 18% estão em desenvolvimento vegetativo. No restante dos municípios da região, estima-se que 40% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo e 60% em floração e enchimento de grão.

Apesar de esparsa e com pouco volume, a ocorrência de precipitações no final da semana na maior parte dos municípios da região trouxe alívio para os agricultores afirma a Emater.

Os maiores acúmulos foram em São Borja, Itacurubi e Itaqui, na Fronteira; em áreas da região Sul, próximas a Bagé, os volumes foram reduzidos ou sequer houve precipitação. Em Manoel Viana, as lavouras foram prejudicadas pela falta de chuva e por temperaturas muito altas, principalmente nas áreas mais arenosas; em algumas delas, ocorreu morte de plantas.”

Passo Fundo

Por lá, 98% das lavouras estão na fase de enchimento de grãos e 2% estão maduras e por colher.

“A falta de chuvas nas últimas semanas está prejudicando a cultura, mais afetada nos municípios de Camargo, Casca, Ernestina, Nova Alvorada e São Domingos do Sul.”

Soledade

As fases da cultura são as seguintes: 5% em desenvolvimento vegetativo, 34% em floração, 60% em enchimento de grãos e pequenas áreas colhidas.

Segundo a Emater, as lavouras em florescimento, formação de vagens e enchimento de grãos recuperaram altura e área foliar com as chuvas de janeiro, porém em fevereiro praticamente não choveu e em muitas lavouras as folhas de baixo começam a cair.

“Em áreas de lavouras onde o sistema radicular da soja é pouco profundo, as plantas apresentam as folhas murchas, característica de estresse hídrico. Da área total cultivada na região, não chegam a 1% as lavouras implantadas no cedo com variedades superprecoces e precoces, atingidas pela estiagem nas fases de formação de vagens e enchimento de grãos e tiveram grandes perdas.”

A Emater relata que, por conta disso, muitos agricultores que financiaram as lavouras estão procurando as agências bancárias para acionar o seguro agrícola.

Frederico Westphalen

As lavouras se encontram nas seguintes fases: 8% em desenvolvimento vegetativo, 22% em floração, 52% em enchimento de grãos, 15% em maturação e 3% das lavouras já foram colhidas.
“As lavouras semeadas em início de outubro representam 20% da região e são as mais adiantadas. A produtividade está entre 30 e 45 sacos por hectare. Nas lavouras semeadas em novembro, o desenvolvimento é bom e a expectativa de redução na produtividade devido ao estresse hídrico é restrita a determinadas áreas.”

Erechim

Por lá, 5% das lavouras estão na fase de floração, 80% em enchimento de grãos, 13% em maturação e 2% delas já foram colhidas.

Segundo a Emater, o aspecto geral é muito bom, porém, nas primeiras lavouras colhidas, a produtividade ficou abaixo do esperado.

“Nas variedades precoces houve redução no número de vagens e de grãos por vagem e no peso dos grãos. As perdas nessas lavouras são significativas em relação à expectativa inicial, mas tais áreas representam menos de 10% da área total cultivada na região. A produtividade obtida variou entre 40 e 50 sacos por hectare. Para as cultivares de ciclos normal e nas tardias, a produtividade poderá ficar comprometida caso não ocorram precipitações adequadas nos próximos dias.”

Caxias do Sul

A fase de desenvolvimento predominante é a de enchimento de grãos, algumas áreas estão em floração e outras semeadas mais no cedo com variedades precoces entram em maturação.

“As lavouras têm bom desenvolvimento, mas o prolongamento da seca, com a semana sem ocorrência de chuvas nos principais municípios produtores, fez com que as lavouras apresentassem sintomas de falta de água e consequente perda de potencial de rendimento.”

Fonte: Canal Rural

Sexta, 21 de Fevereiro de 2020
RS: técnicos mapeiam arroz irrigado.
RS: técnicos mapeiam arroz irrigado. Fonte: Agrolink

O trabalho de mapeamento do arroz nas regiões da Zona Sul e Planície Costeira Externa e Interna do Rio Grande do Sul é concluído nesta sexta-feira pela Companhia Nacional de Abastecimento  (Conab). Técnicos da estatal realizaram visitas em lavouras do estado durante toda a semana com o objetivo de validar as informações da cultura.

O resultado deverá auxiliar na atualização do mapeamento de arroz irrigado da safra 2019/2020 e em estudos sobre o uso da água na cultura. O Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA) também atuou como órgão parceiro neste trabalho.

Técnicos dos Núcleos de Assistência Técnica e Extensão Rural (NATEs) prestaram auxílio para identificar a localização das áreas de arroz constantes no mapeamento, além de prestarem informações agrícolas locais.

O processo de mapeamento realizado pela Conab ocorre por meio de Termo de Execução Descentralizada entre a Conab e Agência Nacional de Águas (ANA).

Fonte: Agrolink

Sexta, 21 de Fevereiro de 2020
Preços do boi gordo caem com menor consumo e China reduzindo importação de carne do Brasil.
Preços do boi gordo caem com menor consumo e China reduzindo importação de carne do Brasil. Fonte: Safras & Mercados

Os preços do boi gordo caíram na maioria das regiões de produção e comercialização do Brasil na terceira semana de fevereiro. “O arrefecimento do consumo da carne bovina no varejo, um movimento típico tratando-se de um período já de final de mês, desacelerou a reposição entre as cadeias. Como consequência, os frigoríficos foram bem menos ativos na compra de gado”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

     Ao mesmo tempo, as exportações de carne bovina estão aquém do esperado neste começo de ano, um desdobramento do menor ímpeto de compra da China. O gigante asiático passa por um momento muito complicado em meio à epidemia de Coronavírus e está reduzindo as importações de commodities de todos os tipos e também de carnes. 

     Os preços a arroba do boi gordo na modalidade à vista nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 20 de fevereiro.

* São Paulo (Capital) – R$ 201,00 a arroba, contra R$ 202,00 a arroba em 13 de fevereiro (-0,5%).

* Goiás (Goiânia) – R$ 191,00 a arroba, ante R$ 190,00 a arroba (-0,5%).

* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 192,00 a arroba, contra R$ 193,00 a arroba (-0,5%).

* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 191,00 a arroba, ante R$ 190,00 a arroba (-0,5%).

* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 185,00 a arroba, ante R$ 180,00 (+2,75%).

Exportações

    As exportações de carne bovina “in natura” do Brasil renderam US$ 279,1 milhões em fevereiro (10 dias úteis), com média diária de US$ 27,9 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 61,2 mil toneladas, com média diária de 6,1 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.561,10.

    Na comparação com janeiro, houve alta de 6,6% no valor médio diário da exportação, ganho de 15% na quantidade média diária exportada e queda de 7,3% no preço. Na comparação com janeiro de 2019, houve ganho de 28,9% no valor médio diário, alta de 6% na quantidade média diária e ganho de 21,6% no preço médio.

     Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram

divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Fonte: Safras & Mercado

Sexta, 21 de Fevereiro de 2020
Outlook Forum: USDA estima menores estoques de soja em 4 safras para os EUA em 2020/21.
Outlook Forum: USDA estima menores estoques de soja em 4 safras para os EUA em 2020/21. Fonte: Noticias Agrícolas

No segundo dia do Agricultural Outlook Forum do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), a instituição trouxe suas principais estimativas para a nova safra de grãos do país com números bem maiores as produções de soja e milho, depois das quebras consideráveis da temporada 2019/20 em função de severos problemas com o clima. As projeções para os estoques finais, porém, chamam a atenção em ambas as culturas. 

SOJA

A produção de soja norte-americana 2020/21 é estimada inicialmente pelo USDA em 114,17 milhõe de toneladas, contra as 96,84 milhões de toneladas colhidas na última safra. As expectativas do mercado variavam entre 112,02 e 119,8 milhões de toneladas. A produtividade foi projetada em 55,81 sacas por hectare. 

Já os estoques finais deverão marcar uma mínima de quatro anos, segundo explicam analistas e consultores de mercado, ao ficarem 8,71 milhões e toneladas. Confirmado, serãos os menores estoques desde a safra 2016/17. O mercado vinha apostando em um intervalo de 8,93 a 22,45 milhões. Afinal, o departamento estima maiores exportações - 55,79 milhões de toneladas - e esmagamento - 57,97 milhões de toneladas - na temporada nova. 

Lembrando que o USDA, no primeiro dia do fórum, estimou a área plantada com soja nesta próxima safra em 34,4 milhões de hectares. A área colhida foi projetada em 34,08 milhões. 

MILHO

A produção de milho foi estimada pelo USDA em 392,71 milhões de toneladas, contra 347,79 milhões da safra 2019/20 e diante das expectativas do mercado de 366,39 a 397,07 milhões. A produtividade esperada para o cereal é de 186,72 sacas por hectare. 

Os estoques finais podem alcançar, ainda de acordo com as projeções divulgadas nesta sexta, 66,98 milhões de toneladas, bem acima dos números da safra anterior. Os traders esperavam já por algo grande e dentro de um intervalo de 44,25 a 77,47 milhões de toneladas. 

O uso do cereal para etanol foi estimado em 138,44 milhões de toneladas e as exportações em 53,34 milhões, esta última também podendo superar largamente os números do ano comercial 2019/20. O aumento, segundo autoridades do USDA disseram durante o fórum, "refletem a melhora nas expectativas sobre o comércio global, porém, são 'ameaçadas' por uma maior concorrência com milhos do Brasil, da Argentina e da Ucrânia". 

Fonte: Noticias Agrícolas

Sexta, 21 de Fevereiro de 2020
Destaques da Economia Brasileira (de 17/02 a 21/02/20).
Destaques da Economia Brasileira (de 17/02 a 21/02/20). Fonte: AF News Agrícola

Durante a semana os destaques estiveram ao redor do anuncio do Banco Central em relação as novas medidas que se forem efetivas, irão injetar cerca de R$ 135 bilhões na economia brasileira. Outro fator divulgado foi a produção recorde de petróleo no mês de janeiro, divulgada pela ANS e também, sobre o aumento de 3% no preço dos combustíveis por parte da Petrobrás. Confira o balanço semanal da economia brasileira:

Economia Brasileira

BC planeja injeção de R$ 135 bi na economia: O Banco Central anunciou duas medidas que, juntas, representam a liberação de R$ 135 bilhões no sistema bancário. A primeira medida é a redução da alíquota de recolhimento compulsório – um recolhimento realizado pelo Banco Central de parte dos recursos dos clientes depositados nos bancos – sobre recursos a prazo, de 31% para 25%. A segunda medida diz respeito à redução da parcela dos recolhimentos compulsórios considerados no Indicador de Liquidez de Curto Prazo dos bancos, que determina que as instituições devem manter uma reserva mínima de ativos líquidos. Os recursos poderão ser usados pelos bancos para a realização de mais operações de crédito a empresas e famílias, por exemplo, caso as instituições decidam fazer isso, o que irá aquecer a economia brasileira.

Produção nacional de petróleo bate recorde: De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis, a produção nacional de petróleo e gás ultrapassou em janeiro, pela primeira vez na história, a marca de 4 milhões de barris por dia. O país produziu diariamente o equivalente a 3,1 milhões de barris de óleo e 138,7 milhões de metros cúbicos de gás natural, volumes que representam alta de 1,99% e 0,71%, respectivamente, com relação ao registrado em dezembro passado. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a produção de janeiro cresceu 20,4%. No mês, houve recordes tanto na produção de petróleo quanto na de gás.

Vale tem prejuízo de US$ 1,7 bi em 2019: A mineradora brasileira Vale registrou um prejuízo de US$ 1,68 bilhão em 2019 – ano marcado pela tragédia com sua barragem em Brumadinho, Minas Gerais, que deixou 270 mortos e um rastro de destruição ambiental –, revertendo lucro de US$ 6,86 bilhões de 2018. Além disso, como parte da produção precisou ficar paralisada por conta de Brumadinho, a companhia viu sua produção encolher 21,5% no ano e acabou perdendo o posto de maior produtora de minério de ferro para a rival Rio Tinto.

Petrobras aumenta preço da gasolina em 3%: A Petrobras anunciou que vai aumentar em 3% os preços da gasolina nas suas refinarias e bases, o que representa um aumento médio de R$ 0,0512 por litro. O preço do diesel permanecerá igual. Segundo a estatal, a definição do custo dos combustíveis seguirá a flutuação do mercado internacional. O reajuste mais recente feito pela Petrobras havia sido no dia 6 de fevereiro, quando a companhia reduziu os preços dos litros de gasolina em R$ 0,0756 e de diesel em R$ 0,0917. O repasse para o consumidor final nos postos dependerá de fatores como impostos, margens de distribuição e revenda e mistura de biocombustíveis.

Agronegócio e Balança Comercial

A Secex informou por meio do seu relatório semanal da balança comercial de que o agronegócio destinou ao mercado externo na 2ª semana de fevereiro um total de:

707,4 mil sacas de café em grãos (queda de 6,82% comparada com a semana anterior);
935,3 mil toneladas de soja em grãos (queda de 5,80% ante a semana anterior);
182,6 toneladas de açúcar em bruto (queda de 28,58% ante a semana anterior);
115,1 mil toneladas de milho em grãos (queda de 18,62% comparada com a semana anterior).

A média das exportações da 2ª semana chegou a US$ 762,4 milhões, 17,1% abaixo da média de US$ 919,7 milhões da 1ª semana, em razão da queda nas exportações das três categorias de produtos: semimanufaturados, manufaturados e básicos, este último que apresentou queda de -5,9%, de US$ 464,5 milhões para US$ 437,3 milhões, por conta de minério de ferro, carnes de frango, bovina e suína, minério de cobre, fumo em folha, café cru em grão.

Ainda assim, na análise da primeira quinzena do mês de fevereiro, as exportações, comparadas as médias até a 2ª semana de fevereiro/2020 (US$ 841,1 milhões) com a de fevereiro/2019 (US$ 786,9 milhões), houve crescimento de 6,9%, em razão do aumento nas vendas de produtos básicos (+13,6%, de US$ 397,0 milhões para US$ 450,9 milhões, por conta de petróleo em bruto, algodão em bruto, carnes bovina, suína e de frango, minério de cobre, desperdícios e resíduos de ferro ou aço).

Fonte: AF News

Quinta, 20 de Fevereiro de 2020
‘Liberação de R$ 15 bi para pré-custeio vai ajudar produtor a ter lucratividade’.
‘Liberação de R$ 15 bi para pré-custeio vai ajudar produtor a ter lucratividade’. Fonte: Canal Rural

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou nesta quinta-feira, 20, que a liberação de R$ R$ 15 bilhões pelo Banco do Brasil para o pré-custeio 2020/2021 vai ajudar os produtores rurais a se programarem melhor para ter mais lucratividade. 

 “Essa antecipação, esse custeio, possibilita que o produtor possa fazer as contas e que tenha maior lucratividade no final da sua safra, do seu plantio, da sua atividade, podendo se programar, comprando e transportando na hora certa. Todos os bancos que financiam o agronegócio brasileiro deveriam seguir esse exemplo”, disse a ministra.

Os recursos serão disponibilizados para a compra antecipada de insumos e serão destinados aos clientes produtores rurais para financiamento das lavouras de soja, milho, algodão, café, arroz a cana-de-açúcar. As operações poderão ser contratadas com recursos controlados com taxas a partir de 6% ao ano e, alternativamente, com recursos não controlados (Letra de Crédito do Agronegócio) com taxas a partir de 6,1% ao ano.

A ministra também agradeceu o apoio do presidente Jair Bolsonaro e do presidente do Banco Central, Roberto Campos, pela sensibilidade para ajudar o agronegócio brasileiro. Ela disse que está discutindo com a área econômica do governo para que sejam disponibilizados R$ 1,5 bilhão em 2021 para a subvenção ao seguro rural.  

“Gostaríamos de R$ 1,5 bilhão ou até um pouco mais, estamos discutindo com o Ministério da Economia, e conto com a sensibilidade do ministro Paulo Guedes. É uma política que a economia vê com bons olhos, pelo que representa a agricultura e pelos resultados positivos”, disse Tereza Cristina. Para 2020, está previsto R$ 1 bilhão para o programa, maior valor para subvenção desde sua criação. 

Fonte: Canal Rural

Quinta, 20 de Fevereiro de 2020
USDA estima área de milho maior nos EUA e cotações seguem com baixas em Chicago.
USDA estima área de milho maior nos EUA e cotações seguem com baixas em Chicago. Fonte: Noticias Agrícolas

A Bolsa de Chicago (CBOT) segue operando em baixa para os preços internacionais do milho futuro nesta quinta-feira (20). As principais cotações registravam quedas entre 1,75 e 2,25 pontos por volta das 11h38 (horário de Brasília).

O vencimento março/20 era cotado à US$ 3,78 com perda de 2,00 pontos, o maio/20 valia US$ 3,83 com desvalorização de 2,25 pontos, o julho/20 era negociado por US$ 3,86 com queda de 2,25 pontos e o setembro/20 tinha valor de US$ 3,84 com baixa de 1,75 pontos.

O mercado está de olho no USDA Outlook Forum 2020 que acontece hoje em Arlington no estado da Virgínia. O departamento americano já trouxe números e estima uma área de 38,04 milhões de hectares para o milho, um valor que seria maior do que a da safra 2019/20 de 36,30 milhões. 

As estimativas do mercado variavam de 37,23 a 38,65 milhões de hectares, com média de 37,88 milhões. Já para a produção, os números variam de 366,39 a 397,07 milhões de toneladas, com média de 386 milhões.

B3

Já a bola brasileira opera com movimentações bastante restritas e apenas uma baixa e uma alta por volta das 11h08 (horário de Brasília).

O vencimento março/20 era cotado à R$ 52,13 com alta de 0,06% e o maio/20 valia R$ 48,16 com queda de 0,60%. Os contratos julho/20 e setembro/20 permaneciam estáveis, negociados por R$ 43,74 e R$ 42,60 respectivamente.

Fonte: Noticias Agrícolas

Quinta, 20 de Fevereiro de 2020
Pintando um novo recorde nas exportações brasileiras de carne bovina.
Pintando um novo recorde nas exportações brasileiras de carne bovina. Fonte: Portal DBO

No acumulado de janeiro deste ano até os dez primeiros dias de fevereiro, o Brasil embarcou 178,2 mil toneladas de carne bovina in natura, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Caso o ritmo da exportação se mantenha, em fevereiro, os embarques irão alcançar em torno de 110 mil toneladas, calcula o zootecnista Felippe Reis, analista da Scot Consultoria.

“Se este fato se consolidar, o primeiro bimestre de 2020 será recorde para a exportação de carne bovina, com 227,13 mil toneladas embarcadas”, analisa Reis.

O  volume esperado para o período bimestral é 4,2% acima do exportado nos primeiros dois meses do ano passado e 36% superior à média embarcada no primeiro bimestre dos últimos dez anos, destaca o analista da Scot.

De acordo com os dados da Secex, nos dez primeiros dias úteis de fevereiro, a exportação de carne bovina in natura foi de 61,2 mil toneladas. A média diária ficou em 6,1 mil toneladas, alta de 15% frente a média diária de janeiro e 6% maior comparado ao mesmo período de 2019.

 

Fonte: Portal DBO

Quinta, 20 de Fevereiro de 2020
Energia solar "bomba" no Brasil e atrai gigantes chinesas.
Energia solar Fonte: Agrolink

A paisagem dominada principalmente por campos verdes e plantações de cana-de-açúcar à beira de uma rodovia em Porto Feliz, a cerca de 150 quilômetros do centro de São Paulo, é interrompida repentinamente em certo ponto por um aglomerado de placas azuis de silício voltadas para o sol.

Funciona ali uma pequena usina de energia solar cuja produção é dividida por cerca de 40 clientes, que vão desde residências até estabelecimentos comerciais como padarias e academias —um modelo de negócios conhecido como geração distribuída, que atrai cada vez mais empreendedores de todos os portes no Brasil e já movimenta bilhões de reais por ano.

A instalação desses sistemas de energia renovável, em terrenos ou telhados de casas e edifícios, deve atrair investimentos de 16 bilhões de reais neste ano, quase três vezes mais que em 2019, movimentando um mercado fortemente aquecido que envolve desde importações de equipamentos da China e fábricas locais até grandes elétricas e fundos, além de um amplo universo de empresas menores.

A gigante chinesa BYD, por exemplo, que produz desde carros elétricos até baterias para celulares, decidiu dobrar as atividades em suas instalações em Campinas, a pouco mais de uma hora de carro da pequena usina em Porto Feliz, para suprir parte da enorme demanda por módulos fotovoltaicos para empreendimentos de geração distribuída no Brasil.

“Vamos estar das 6h da manhã até 1h da madrugada do outro dia, praticamente 20 horas por dia de produção, para poder entregar painéis solares para um mercado que vem crescendo... a gente acredita que 2020 vai ser o ano da energia solar fotovoltaica no Brasil”, disse à Reuters o diretor de Marketing e Sustentabilidade da empresa, Adalberto Maluf.

Somente neste ano, as novas instalações da tecnologia, conhecida pela sigla “GD”, devem agregar cerca de 3,4 gigawatts em capacidade no Brasil, somando ao fim de 2020 cerca de 5,4 GW, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar), o que fará dela a fonte com maior crescimento no país no ano, à frente das tradicionais hidrelétricas e dos parques eólicos.

Consumidores, de outro lado, são atraídos não somente pelo retorno oferecido, mas pelo conceito da energia renovável, que tem crescido a taxas muito mais altas no exterior. Com um gasto de 12 mil a 20 mil reais, é possível ter um sistema residencial de geração distribuída que pode durar um quarto de século, enquanto o investimento se paga em aproximadamente quatro anos.

O potencial do Brasil, um país de dimensões continentais e clima amplamente favorável à geração solar, atrai assim a atenção de gigantes globais.

Além da BYD e da canadense Canadian Solar, que importam painéis prontos e trazem insumos da China para montagem local em fábricas no Estado de São Paulo, as chinesas Risen, Trina, Jinko, JA Solar, DAH Solar e Yingli brigam por participação no mercado brasileiro com equipamentos importados.

De outro lado, os negócios atraem desde companhias multinacionais e locais do setor elétrico com atuação no Brasil até pequenas empresas e startups. A Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) estima que mais de 17 mil empresas já atuam no segmento, incluindo fabricantes, distribuidores e instaladores.

“Como é um mercado novo e que está chamando muito a atenção, existem muitos novos entrantes, até empresas que já faziam instalações elétricas industriais, por exemplo, e agora instalam painéis solares”, disse o presidente da ABGD, Carlos Evangelista.

“O crescimento no Brasil parece grande, mas não chega nem perto do que está acontecendo na China, nos EUA, na Austrália, que já superaram 2 milhões de instalações”, disse o presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia. O Brasil tem atualmente 189 mil sistemas de GD.

“ENERTECHS”

Grandes elétricas que atuam em geração e distribuição no Brasil entraram na onda da GD. A francesa Engie, por exemplo, comprou a local Araxá Solar, enquanto a CPFL, da chinesa State Grid, e a portuguesa EDP criaram unidades para atuar no mercado, a Envo e a EDP Smart. A italiana Enel atua na área com a controlada Enel X.

Mas a tecnologia, ao exigir investimentos bem menores que grandes projetos hidrelétricos e eólicos, também abriu caminho para uma série de empreendedores de menor porte —como a Sun Mobi, dona da pequena usina solar em Porto Feliz.

“A Sun Mobi é o que a gente chama de ‘enertech’, uma startup de energia solar que possui usinas solares. Meus clientes passam a ter direito a uma parcela, uma porcentagem da geração da usina todo mês. Isso, na nossa percepção, vira um produto de assinatura”, explicou um dos sócios da empresa, Alexandre Bueno.

“As pessoas têm interesse em energia solar não só porque ela é mais barata, (mas) porque traz uma proposta de valor diferente, traz uma independência. Por isso esse é um mercado que bomba. Ele bomba porque economicamente faz sentido e ele bomba também porque as pessoas querem (ter energia renovável).”

A usina da Sun Mobi tem 1 megawatt em capacidade —uma fração da potência de grandes hidrelétricas, como Belo Monte e seus 11 mil megawatts. A empresa investiu 4 milhões de reais no projeto, com financiamento da agência paulista de fomento Desenvolve SP, e agora busca captar recursos com investidores para uma expansão da planta.

POLÊMICA PRESIDENCIAL

Em meio ao forte crescimento da GD, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) propôs cortar alegados subsídios concedidos para quem adota a tecnologia, temendo aumento de custos para os consumidores de energia em geral.

A iniciativa gerou revolta entre investidores do setor, e em novembro passado centenas de representantes da indústria compareceram a uma reunião do regulador Aneel para discutir a possível mudança de regras usando capacetes amarelos, em protesto.

O movimento acabou ganhando apoio do presidente Jair Bolsonaro, que criticou duramente a agência por “querer taxar o sol”. Em meio à polêmica, um projeto de marco legal para a geração distribuída prevê manter os incentivos à tecnologia, apenas com uma redução gradual e bem menos acentuada que a proposta pela Aneel.

Para muitos empreendedores do ramo, como o sócio da distribuidora de equipamentos Renovigi, Alcione Belache, a proposta da Aneel iria inevitavelmente reduzir o ritmo de crescimento da GD e levar ao fechamento de muitos negócios.

“Essa proposta sendo aprovada, haveria uma redução da quantidade de integradores, da quantidade de empresas atuando nesse mercado, com certeza”, afirmou o executivo, que contratou o cantor sertanejo Michel Teló como “embaixador da marca” para promover sua empresa em meio à cada vez mais acirrada concorrência no setor.

O embate sobre o futuro da geração distribuída, no entanto, não terminou —o projeto de regulação para o segmento, do deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG), ainda precisa ser deliberado pelo Congresso, enquanto alguns seguem defendendo o corte dos incentivos.

Nos cálculos da Aneel, a mudança proposta para as regras atuais de GD evitaria custos estimados em 55 bilhões de reais até 2035 para consumidores que não usam a tecnologia.

Atualmente, os adeptos desses sistemas de geração podem abater toda a produção própria de energia da conta de luz. Pela proposta da Aneel, taxas pelo uso da rede elétrica e encargos passariam a ser descontados desses créditos. A agência alega que os custos não pagos por quem é suprido por painéis solares acabam cobertos pelos demais consumidores.

A Secretaria de Avaliação de Políticas Públicas (Secap) do Ministério da Economia apoiou a visão da agência reguladora —em estudo, defendeu que as regras atuais geram “distorções” e representam “subsídio regressivo”, ao impactar as contas de luz de famílias mais pobres, enquanto o investimento nesses sistemas é geralmente restrito a consumidores de alta renda.

CORONAVÍRUS

A concentração de fábricas do setor solar na China, no entanto, acende um sinal de alerta para a indústria de geração distribuída do Brasil, devido à recente disseminação de um novo coronavírus no país oriental.

Para tentar conter a epidemia, os chineses prorrogaram o feriado de Ano Novo Lunar, em janeiro, e empresas em regiões mais atingidas ainda não retomaram totalmente as atividades, o que afeta desde fábricas de painéis fotovoltaicos a produtores de insumos dos equipamentos.

Por enquanto, os impactos ainda não têm sido sentidos no mercado brasileiro porque muitos distribuidores locais dos equipamentos costumam acumular estoques nessa época devido ao Ano Novo Lunar, disse uma fonte do setor que falou sob anonimato.

Mas o gerente-geral da Canadian Solar para América Latina, Hugo Albuquerque, disse à Reuters que a situação pode mudar mais à frente, uma vez que entregas chinesas no país só devem começar a se regularizar em meados de abril, mesmo período em que os estoques de muitos fabricantes e distribuidores estarão chegando ao fim.

“O mês de abril e o começo de maio serão fortemente impactados pelo coronavírus, porque a produção não será suficiente para a demanda que existe no Brasil nesses meses”, afirmou.

Ele tem sugerido a clientes que antecipem as compras de módulos para evitar atrasos.

“Quem ainda não fez os pedidos para o segundo trimestre, que o faça urgentemente, pois em maio e junho, apesar de termos muitos módulos chegando ao Brasil, a demanda estará aquecida em virtude da falta de módulos em abril e início de maio. Infelizmente todos os fabricantes serão afetados!”, alertou o executivo em nota enviada a clientes e vista pela Reuters.

Fonte: Agrolink

Quinta, 20 de Fevereiro de 2020
Dólar acelera ganhos e renova mais uma máxima histórica, a R$ 4,39.
Dólar acelera ganhos e renova mais uma máxima histórica, a R$ 4,39. Fonte: Safras & Mercados

     O dólar comercial acelerou os ganhos e renovou a máxima histórica intraday no patamar inédito de R$ 4,39. A moeda opera em patamares recordes, acima de R$ 4,38, desde a abertura dos negócios refletindo o ambiente externo mais negativo em meio aos desdobramentos do coronavírus. Às 10h25 (de Brasília), o dólar à vista avançava 0,57%, cotado a R$ 4,3900 para venda, depois de chegar na máxima de R$ 4,3910 (+0,59%).

     “Nesse patamar, a expectativa é que o Banco Central entre no mercado cambial. Mas acho difícil porque não foi uma notícia interna, mas é uma reação dos mercados globais com o coronavírus em meio às preocupações com os resultados das empresas e com mortes fora da China. Além de estarmos às vésperas de um feriado prolongado aqui”, comenta o diretor de câmbio do grupo Ourominas, Mauriciano Cavalcante.

     As informações são da agência CMA.

Fonte: Safras & Mercado