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Terça, 30 de Junho de 2020
Gestão qualificada garante ganhos no meio rural, diz professor.
Gestão qualificada garante ganhos no meio rural, diz professor. Fonte: Agrolink

Apesar dos desafios impostos pelo mundo atual, alternativas têm surgido em todas as áreas para suprir as demandas. Na área da educação, uma das opções é realizar cursos n a modalidade de ensino à distância (EAD). Hoje, muitos profissionais afirmam que para realizar cursos de capacitação é preciso tempo e deslocamento para realizá-lo. Com a modalidade à distância, grande parte dos empecilhos são resolvidos, como a flexibilização de horários para estudar e consultar os materiais. As vantagens são inúmeras, desde a dinâmica no processo ensino-aprendizagem até a comodidade de estudar na segurança e no conforto de casa.

O AgroEAD, que é uma plataforma desenvolvida através da parceria entre o Instituto de Educação no Agronegócio (I-UMA), o portal de conteúdo Agrolink e a agência e21, se posiciona como uma inovação no nicho de ensino segmentado e busca conectar o campo ao ensino. 

O curso de lançamento, "Gestão em Agropecuária" chega para realizar a conexão e será ministrado por Júlio Barcellos, PhD, Professor Titular da UFRGS, Médico Veterinário, Orientador de Mestrado e Doutorado em Agronegócios e Zootecnia. De acordo com o professor,  o foco é preparar e contribuir com a qualificação dos gestores que atuam em particular nas propriedades rurais de pecuária, desde a gestão das pessoas, da organização das atividades, da gestão comercial e dos custos. Com isso o profissional consegue ver os pilares essenciais para gerir um negócio no meio rural. 

A organização da produção é uma das principais funções do gestor e para isso é necessário conhecer detalhadamente os recursos que tem em mãos na propriedade.  "A partir disso ele tem os instrumentos produtivos, mas cabe agora, gerenciar uma equipe de colaboradores, desde os critérios de recrutamento, premiação por produtividade, motivação e capacitação. Após, conhecer o mercado e seus elementos necessário para comprar insumos e vender sua produção, sem esquecer, o monitoramento de tudo por meio da gestão de custos e dos indicadores de processos e de resultados", salienta Barcellos.

O curso, que tem carga horária de 15 horas prevê a capacitação e aperfeiçoamento remoto e é destinado a profissionais das ciências agrárias, gestores e empresários do agronegócio com ênfase em gestão na agropecuária. O intuito é desenvolver a capacidade de gerenciar os conceitos e premissas básicas de gestão moderna, particularmente frente a crises conjunturais, por meio de ferramentas digitais tais avançadas, soluções de problemas e propostas de ajustes nos modelos de negócios da unidade de produção.

Barcellos acrescenta que todo profissional precisa se atualizar, pois a dinâmica de negócios cada vez é mais complexa. No campo não é diferente, pois é a atividade estratégica do Brasil, com inúmeras oportunidades e que integra muitos elementos para a tomada de decisões. O profissional do campo tinha um foco muito grande na produção e muitas vezes no momento da comercialização da produção encontrava dificuldades e acabava vendendo de forma inadequada, no momento inadequado ou por preços reduzidos. Esse é um problema quase que crônico. Além disso, muitas vezes não tinha uma visão de como comprar de forma mais eficiente os insumos para a produção; não aprendeu a fazer marketing, gerenciar pessoas, tudo isso, no contexto atual atuam de forma integrada e complicam a vida de quem atua no agro. Por essa razão, se tornou mais complexo gerir um negócio no campo do que na cidade. 

"A grande dificuldade do agro ainda é a capacidade de gestão de seus protagonistas, quando analisamos o resultado econômico, muda tudo. Existe endividamento, êxodo rural, venda de propriedades, etc... Tudo isso está ligado ao custo de produção muito elevado ou a investimentos equivocados. Isso é resultado de má gestão. Portanto, produzir, volto a insistir, não é difícil. O complexo e fazer isso ganhando dinheiro e isso somente ocorre com boa gestão". 

O mundo digital é uma realidade e chegou para ficar. Veicular informações e conhecimentos pelo ambiente virtual é como ler um livro isoladamente, é preciso uma interface interativa e que permita ao ambiente capturar sensações e contextos da manifestação do aluno. Conhecimento é a chave para negócios de sucesso.

Saiba mais sobre o cronograma do curso:

O curso está constituído de três módulos aplicados e desenvolvidos com base teórico-aplicados.

Modulo I - Gestão da Produção e de Tecnologias – o entendimento do cenário e do contexto da atividade, desafios e perspectivas do negócio. Tópico voltado para diagnosticar a unidade de negócios e o sistema de produção. A partir dessas premissas aplicar ferramentas de escolha de tecnologias conforme o perfil da propriedade rural.

Modulo II - Gestão de Pessoas – tópico destinado a construir matriz de atividades e funções dos colaboradores da propriedade rural. Desenvolver habilidades de selecionar pessoas, organizar programas de capacitação e sistemas de participação de resultados.

Modulo III - Gestão Comercial e de Custos – busca capacitar o gestor para o desenvolvimento de sistemas de aquisição de insumos e destinado comercialização da produção. Estratégias de marketing. Formação de clubes de compras, planilhas de fornecedores e de clientes e alianças de mercado. Controles de custos, fluxo de caixa, avaliação de resultados e tomada de decisão. 

Fonte: Agrolink

Quinta, 09 de Julho de 2020
Produtores recebem R$ 341 milhões do seguro rural.
Produtores recebem R$ 341 milhões do seguro rural. Fonte: Agrolink

Cerca de 10% dos produtores rurais que contrataram o seguro rural buscaram a indenização em 2019. Os dados divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) mostra que, das 95 mil apólices contratadas 9 mil foram acionadas.

O volume de indenizações chegou a R$ 341 milhões. Fatores climáticos foram os responsáveis. A seca motivou o pagamento de R$ 168,2 milhões no total. Na sequência vem a geada (R$ 73,6 milhões), o granizo (R$ 59,7 milhões) e a chuva excessiva (R$ 23,4 milhões).

Já em culturas as mais afetadas foram as de milho 2ª safra, soja, trigo, uva e maçã. No caso do milho 2ª safra, 2.639 apólices foram sinistradas, principalmente pela seca, o que resultou em R$ 102 milhões (30%) em indenizações pagas aos produtores.

O Diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Mapa, Pedro Loyola, explica que o valor de R$ 341 milhões reflete apenas parte do total pago pelas seguradoras em 2019 e que metade das apólices contratadas no Brasil não tiveram acesso ao PSR naquele ano.
“Em 2019, as seguradoras pagaram R$ 2,4 bilhões em indenizações, porém parte dessas apólices não foram subvencionadas. Neste ano, devemos disponibilizar o orçamento de R$ 955 milhões para subvencionar a contratação das apólices, esperamos com isso atender quase toda a demanda por seguro”, explica. 

Em 2019, o valor total segurado com o incentivo do PSR foi de R$ 20 bilhões, o maior desde o início do programa em 2006, para 2020 a estimativa é que esse valor alcance R$ 43 bilhões. 

Fonte: Agrolink

Quinta, 09 de Julho de 2020
Transporte de Cargas:
Transporte de Cargas: Fonte: AF News Agricola

As ferrovias do Paraná transportaram 128% mais grãos no primeiro semestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2019. “Mesmo num cenário adverso por causa da pandemia, os resultados estão sendo alcançados. É um compromisso do governador do Estado em dar mais velocidade na logística a um custo razoável e num menor tempo para que a região Oeste tenha mais competitividade no escoamento da safra”, avaliou o Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex. Veja mais:

A movimentação do Oeste do Paraná até o Porto de Paranaguá no litoral do estado movimentou 303 milhões de toneladas úteis contra 133,2 milhões de toneladas nos seis primeiros meses do ano passado.

Também foi registrado que o percurso do Oeste até Paranaguá reduziu de 16 dias e meio para nove dias e meio, sendo que o objetivo do Governo do Paraná é estabilizar o prazo em oito dias.

“Mesmo num cenário adverso por causa da pandemia, os resultados estão sendo alcançados. É um compromisso do governador do Estado em dar mais velocidade na logística do setor agrícolaa um custo razoável e num menor tempo para que a região Oeste tenha mais competitividade no escoamento da safra”, avaliou o Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.

O Governo do Paraná aponta a parceria público privada entre a Ferroeste (Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A.) e a Rumo Logística como um dos principais fatores para esses números.

“Este acordo com a Rumo foi uma decisão meramente administrativa, sem custos para o Estado. Seis meses depois estamos colhendo os resultados, apesar da pandemia. Os números devem melhorar ainda mais”, explicou o governador Carlos Massa Ratinho Júnior.

Segundo o Chefe da Casa Civil, Guto Silva, o Governo do Paraná tem o objetivo de privatizar a Ferroeste até o final de 2021 por meio do Programa de Parcerias de Investimentos do Governo Federal.

O executivo estadual ainda aguarda o resultado de Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental para a construção de uma nova ferrovia com 1.371 quilômetros de extensão entre Maracaju (MS) e Cascavel, com integração de um trecho intermodal entre Foz do Iguaçu e Cascavel.

A expectativa é que esse novo corredor possibilite o transporte de 50 milhões de toneladas de cargas, com ligações entre Cascavel, Guarapuava e Paranaguá.

Fonte: AF News Agricola

Quinta, 09 de Julho de 2020
Mourão: Vamos ampliar diálogo com investidores sobre Amazônia
Mourão: Vamos ampliar diálogo com investidores sobre Amazônia Fonte: Canal Rural

Nesta quinta-feira, 9, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, acompanhado dos Ministros Chefe da Casa Civil, Braga Netto, das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, das Comunicações, Fabio Faria, do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e do Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, realizou reunião virtual com representantes de fundos de investimentos estrangeiros. O encontro foi motivado por uma carta que o governo recebeu desse segmento na qual manifestaram preocupações relacionadas ao desmatamento na Amazônia.

Na ocasião, Mourão expôs dados relativos à geografia e ao uso do solo na Amazônia para e a reativação do Conselho Nacional da Amazônia Legal – do qual o vice-presidente é titular – e o lançamento da Operação Verde Brasil 2, conjunto de ações para combater crimes ambientais como desmatamento ilegal e focos de incêndio na Amazônia Legal.

“Reafirmamos nosso compromisso em combater o desmatamento ilegal e promover atividades econômicas sustentáveis na região. O Conselho da Amazônia acompanha a execução das ações imediatas anunciadas em sua primeira reunião e trabalha na elaboração de um plano estratégico, com previsão de metas de médio e longo prazo, articuladas em torno dos objetivos de preservar, proteger e desenvolver de modo sustentável a Amazônia”, afirma Hamilton Mourão.

Lançada no dia 11 de maio, a Operação Verde Brasil 2 permitiu o emprego das Forças Armadas no suporte logístico e de segurança para a atuação fiscalizatória das agências ambientais contra o desmatamento e as queimadas florestais. O governo pretende, ainda, fortalecer as agências ambientais.

“Todas as nossas medidas de combate ao desmatamento estarão articuladas a um plano de desenvolvimento sustentável para oferecer alternativas de emprego e renda para a população local e alcançar maior preservação do bioma no longo prazo”, enfatizou Mourão.

O governo informou aos investidores que está negociando acordos comerciais de última geração com vários parceiros – entre eles UE, EFTA e Canadá – que reafirmam os compromissos internacionais do brasil em termos de desenvolvimento sustentável e respeito aos direitos humanos, incluindo os das populações indígenas. Além disso, recordou que o ingresso do Brasil na OCDE, uma vez efetivado, implicará a adesão do Brasil aos padrões ambientais daquela Organização.

Fonte: Canal Rural

Quinta, 09 de Julho de 2020
Dólar desacelera queda com piora de sinal no exterior.
Dólar desacelera queda com piora de sinal no exterior. Fonte: Agrolink

O dólar reduzia a queda ante o real nesta quinta-feira, seguindo piora de sinal nos mercados externos em meio a renovados temores sobre potenciais novos bloqueios por causa do Covid-19, com riscos de prejuízos a ainda inicial recuperação econômica.

Às 12:49, o dólar recuava 0,57%, a 5,3170 reais na venda.

No exterior, o índice do dólar contra uma cesta de moedas de países desenvolvidos abandonou queda de mais cedo e subia 0,25%, com esse movimento também sendo observado em relação a pares emergentes e/ou correlacionados a commodities.

O índice Dow Jones da Bolsa de Nova York caía perto de 2%, enquanto o S&P 500 cedia 1,5% após mais cedo subir.

A pandemia seguia como ponto de preocupação entre investidores. Os Estados Unidos registraram mais de 60 mil novas infecções por Covid-19 na quarta-feira, novo recorde global diário.

“O mercado continua ‘olhando por cima’ destas questões, enquanto não há um aumento expressivo de internações e fatalidades. O efeito econômico, de qualquer forma, deve ser negativo para a recuperação global, mesmo que não vejamos novas quarentenas e/ou ‘lockdowns’”, disse Dan Kawa, sócio da TAG Investimentos.

No câmbio doméstico, a volatilidade seguia dando a tônica.

O dólar abriu em queda e posteriormente zerou o movimento, mas voltou a cair e renovou mínimas de olho no ambiente externo até então positivo. A cotação chegou a perder quase 1,9%, antes de devolver boa parte desse movimento.

Na mínima, a divisa desceu a 5,2460 reais (queda de 1,89%) e, na máxima, teve variação positiva de 0,01%, a 5,348 reais.

Em entrevista à Reuters, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que a autarquia vê com preocupação o fato de a volatilidade do real estar sempre acima das demais moedas, mas que ainda estuda as causas por trás desse fenômeno.

Fonte: Agrolink

Quinta, 09 de Julho de 2020
Defesa Civil mantém alerta para risco de inundações no sul do país.
Defesa Civil mantém alerta para risco de inundações no sul do país. Fonte: Agência Brasil

Moradores e autoridades das cidades de Alvorada, Cachoeirinha, Campo Bom, Canoas, Gravataí, Novo Hamburgo, Porto Alegre, São Leopoldo e Sapucaia do Sul, no Rio Grande do Sul, devem estar atentos ao risco de chuvas que atingem o estado causarem inundações. O alerta foi divulgado hoje (9) pela Defesa Civil estadual.

O perigo decorre do volume de chuvas que atinge o estado, ainda que, segundo a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura, o avanço de uma nova massa de ar seco polar esteja contribuindo para diminuir a intensidade da precipitação pluviométrica, ao mesmo tempo em que derruba as temperaturas, e o sol tenha voltado a aparecer em boa parte do estado.

As chuvas dos últimos dias vieram na esteira da passagem de mais um ciclone extratropical pela Região Sul, o segundo em pouco mais de uma semana. Embora menos intenso que o chamado ciclone bomba do último dia 30, o desta semana também causou estragos, afetou milhares de famílias e matou ao menos uma pessoa.

De acordo com levantamento que a Defesa Civil gaúcha divulgou às 11 horas de hoje, ao menos 2.972 pessoas foram desalojadas, ou seja, tiveram que deixar suas casas temporariamente, mas não precisaram ser levadas para abrigos por terem para onde ir. Outras 1.175 desabrigadas tiveram que ser acolhidas em abrigos.

Chuvas desalojam 1.700 pessoas

Só em São Sebastião do Caí, município de 25 mil habitantes da Região Metropolitana de Porto Alegre, 1.700 pessoas foram desalojadas e 160 estão em dois abrigos municipais.

Após terem superado a marca de 14,4 metros, transbordado e alagado áreas ribeirinhas, as águas do Rio Caí começaram a baixar esta manhã. Segundo a prefeitura, às 8 horas de hoje, o nível do rio já estava em 13,50 metros e o sol brilhava sobre a cidade.

Ruas de São Sebastião do Caí ficaram inundadas. Há 1.700 pessoas desalojadas   (Agência Brasil - Divulgação/Fernando Mainardi/SEMA RS)

Em Lajeado, a cerca de 110 quilômetros de Porto Alegre, há, segundo a Defesa Civil, 400 pessoas desalojadas e 300 desabrigadas. Prefeitura e entidades de assistência estão recebendo donativos (principalmente colchões, fraldas e roupas infantis) para ajudar as vítimas da cheia do Rio Taquari, que, antes de voltar a baixar, atingiu a marca de 27,39 metros no início desta madrugada. 

De acordo com a prefeitura, o estado de atenção é decretado quando o nível do rio chega a 15 metros, e as primeiras residências próximas são atingidas tão logo a água atinge os 19,8 metros.

Devido à falta de energia elétrica e de acesso a internet, a prefeitura teve que suspender o atendimento presencial à população de parte dos seus serviços. De acordo com o Poder Executivo municipal, esta é a maior enchente em Lajeado em décadas.

Um homem, Geisson Máximo Vitz, morreu em Caxias do Sul, na serra gaúcha, na última terça-feira (7). A casa onde ele morava, no bairro Mariani, foi atingida por duas grandes pedras que se soltaram e afetaram a residência. A esposa e o filho de Vitz estavam na casa no momento do acidente, mas escaparam com vida. Segundo a Defesa Civil estadual, ainda há risco de deslizamentos em ao menos dez bairros de Caxias do Sul.

Fonte: Agência Brasil

Quarta, 08 de Julho de 2020
Agronegócio: Segurando a economia brasileira
Agronegócio: Segurando a economia brasileira Fonte: AF News Agricola

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro cresceu 0,36% em abril, mantendo a trajetória ascendente desde o início do ano, segundo estimativa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Veja mais:

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro cresceu 0,36% em abril, mantendo a trajetória ascendente desde o início do ano, segundo estimativa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Ainda assim, destaca o Cepea em nota, diante dos impactos da pandemia de covid-19 esse foi o menor crescimento mensal registrado em 2020″. No primeiro quadrimestre de 2020, o PIB do setor acumula alta de 3,78%.

Em abril, a agricultura teve queda de 0,19% no PIB, mas acumula avanço de 1,72% no ano. Já o pecuário cresceu 1,45% no mês e 8,01% no ano.

Segundo pesquisadores do Cepea, o segmento primário seguiu se destacando, com alta de 2,21% em abril. Já a agroindústria, setor mais afetado pelas medidas relacionadas à covid-19, recuou 1,08% no mês.

“O excelente resultado do segmento primário agrícola, por sua vez, reflete os preços mais elevados na comparação entre os períodos e a expectativa de maior produção na safra atual. Já para o segmento primário pecuário, o resultado positivo reflete sobretudo os preços elevados em 2020, com destaque para boi gordo, suínos e ovos”, disse o Cepea.

Fonte: AF News Agricola

Quarta, 08 de Julho de 2020
RS: celulose em baixa e carne em alta.
RS: celulose em baixa e carne em alta. Fonte: Agrolink

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) divulgou o balanço das exportações da indústria gaúcha no primeiro semestre. O balanço dos setores é de queda de 22,3%. Entre os motivos a redução nas vendas para parceiros importantes como China, Estados Unidos e Argentina.

A queda foi registrada em 21 dos 25 setores analisados. Nos que se referem ao agronegócio os mais afetados são o do couro, com queda de 37,7%, o de papel e celulose, com retração de 33,7% influenciado pela menor demanda chinesa e o de máquinas e equipamentos, com queda de 29,3%, devido à menor produção durante a crise.

Já outros segmentos tiveram bom desempenho. A demanda da China por alimentos cresceu 23,3% no semestre, sustentado pela alta de 170% em junho. Os principais produtos exportados foram carne de boi in natura (+329,2%) e carne de suíno in natura (+60,7%). Ouro produto de destaque foi o tabaco. Com aumento dos embarques para Bélgica (29,5%) e Paraguai (85,9%), a alta média foi de 3,5%.

Fonte: Agrolink

Quarta, 08 de Julho de 2020
Lentidão da colheita de milho no Brasil deve manter preços firmes.
Lentidão da colheita de milho no Brasil deve manter preços firmes. Fonte: Safras & Mercado

O mercado brasileiro de milho deve manter um quadro de firmeza nos preços, em meio ao ritmo lento da colheita da safrinha. A queda do dólar frente ao real, contudo, deve limitar o ritmo de negócios. No cenário internacional a Bolsa de Mercadorias de Chicago mantém o tom negativo da última sessão.

     O mercado brasileiro de milho manteve preços de estáveis a mais altos nesta terça-feira (7). Ainda sem pressão da safrinha, com colheita ainda lenta, o mercado mantém sustentação com a oferta ajustada à demanda.

     No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 51,00 e R$ 52,00 a saca. No Porto de Paranaguá (PR), preço entre R$ 50,50 e R$ 52,00 a saca.

     No Paraná, a cotação ficou em R$ 46,00/47,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 49,00/50,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 52,00/53,00 a saca.

     No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 50,50/52,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 47,50/49,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 40,00 – R$ 41,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 36,00/37,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

* A posição setembro opera com baixa de 1,75 centavo, ou 0,50%, cotada a US$ 3,41 3/4 por bushel.

* O cereal estende as perdas deflagradas ontem, avaliando que a seca e o calor não deverão ser tão severos como o previsto anteriormente para as lavouras de milho dos Estados Unidos.

* Os investidores também se posicionam frente ao relatório de oferta e demanda de julho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que será divulgado na sexta-feira (10).

* Ontem (7), os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 3,43 1/2, com baixa de 3,00 centavos, ou 0,86%, em relação ao fechamento anterior.

CÂMBIO

* O dólar comercial registra baixa de 1,15% a R$ 5,3240.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas da Ásia fecharam mistas. Xangai, +1,74%. Tóquio, -0,78%.

* As principais bolsas na Europa operam em baixa. Frankfurt, -0,70%; Londres, -0,39%.

* O petróleo opera com perdas. Agosto do WTI em NY: US$ 40,60 o barril (-0,04%).

* O Dollar Index registra baixa de 0,03%, a 96,86 pontos.

Fonte: Safras & Mercado

Quarta, 08 de Julho de 2020
Gafanhotos estão em área de difícil acesso na Argentina.
Gafanhotos estão em área de difícil acesso na Argentina. Fonte: Agrolink

Pelo segundo dia consecutivo, nessa terça-feira (7) os técnicos do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) não conseguiram chegar até o local onde eles suspeitam que esteja pousada a nuvem de gafanhotos que desde junho circula pela província de Corrientes. Desta vez, o mau tempo foi um obstáculo na região. Junto com o frio, que deu uma acentuada. As equipes da agência argentina acreditam que os insetos estão desde segunda-feira em uma área cerca de 20 quilômetros ao norte da localidade de Zarza Rincón e a sudoeste da localidade de Perrugoria, dentro do território de Curuzu Quatiá (a cerca de 180 quilômetros de Uruguaiana).

A área tem diversos pontos onde só se consegue passar com caminhonete ou jipe e outras onde só se circula a cavalo. E há pontos onde simplesmente não dá para transitar (com banhados e vegetação mais fechada). Outro fator que dificulta a localização exata é o frio: não há nenhum gafanhoto no céu para assinalar o ponto onde estão. Por outro lado, baixas temperaturas também os mantem no mesmo local (embora não morram enquanto não chegar abaixo de zero grau).

As buscas devem prosseguir na região nessa quarta-feira (8).  

ALERTA SEGUE NO RS

Apesar de estarem relativamente próximos da fronteira gaúcha, a atual situação do tempo (ventos e frio) na região inibe a vinda dos gafanhotos para o Brasil. Embora prossiga o alerta do lado de cá da fronteira. A nuvem de insetos chegou a ter, em voo, 10 quilômetros de comprimento por três de largura (o que dá cerca de 400 milhões de insetos). Ela foi combatida por aviões no dia 26 de junho e 2 de julho, em momentos em que estava pousada e pôde ser mapeadas pelos técnicos do Senasa. Em cada uma das ocasiões, foram eliminados cerca de 15% dos gafanhotos.

Conforme o Programa de Controle de Gafanhotos e Ticuras do Senasa (criado em 1897), desde 2015 grandes nuvens têm se tornado mais comuns entre a Bolívia, Argentina e Uruguai. A que agora está sobre Corrientes é a primeira em 70 anos que, nessa escala, chega tão próximo à fronteira gaúcha. O que deixou em alerta tanto o Brasil quanto o Uruguai. No dia 30 de junho o Ministério da Agricultura brasileiro publicou uma portaria declarando emergência fitossanitária. O documento traçou diretrizes para o controle à praga, caso entre no País – inclusive relacionando produtos químicos ou biológicos para seu combate.

Ao mesmo tempo, o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) colocou aviões à disposição das autoridades – com as empresas da fronteira gaúcha contabilizando em torno de 50 aeronaves capazes de uma ação imediata. Além da frota do restante do Estado, que é de mais de 400 aparelhos. O sindicato aeroagrícola também promoveu encontros virtuais com entidades coirmãs da Argentina e Uruguai, além de ter reunido as entidades, em videoconferência, com autoridades brasileiras e dos dois países vizinhos.

O Sindag também elaborou o esboço de um plano permanente para controle da praga. O documento foi construído a partir dos planos da Argentina e da Agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). O trabalho foi coordenado por quatro agrônomos com doutorados em Biologia, Fisiologia, Entomologia e Tecnologias de Aplicação. O plano foi entregue ao Ministério da Agricultura, que o está avaliando. 

Fonte: Agrolink

Quarta, 08 de Julho de 2020
São Paulo mantém arroba acima de R$ 220, enquanto o Centro-Oeste oscila.
São Paulo mantém arroba acima de R$ 220, enquanto o Centro-Oeste oscila. Fonte: Portal DBO

Nesta terça-feira, 7 de julho, os preços do boi gordo registraram variações distintas nas principais regiões pecuárias do Brasil. No Centro-Oeste, prevaleceu o movimento de queda da arroba, mas em São Paulo, assim como nas praças do Norte do País, as cotações permaneceram firmes, segundo levantamento da consultoria IHS Markit (antiga Informa Economics FNP).

Nas regiões com maior representatividade de indústrias exportadoras, principalmente nas praças de São Paulo, os preços seguiram estáveis nesta terça-feira. O boi gordo é vendido no Estado a R$ 224/@(valor máximo, a prazo), informa a IHS Markit.

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“As indústrias de grande porte conseguem distribuir melhor os seus custos entre as vendas para o mercado interno e externo, operando num cenário de preços elevados sem prejudicar suas margens”, relata a consultoria.

Nos primeiros três dias úteis de julho, as exportações brasileiras de carne bovina continuaram em ritmo elevado. Dados preliminares divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que os embarques brasileiros de carne bovina “in natura” durante a primeira semana de julho totalizaram 17,73 mil toneladas exportadas, com receita de US$ 71,37 milhões. A média diária ficou registrada em 5,90 mil toneladas/dia, desaceleração de 18,6% sobre o mês anterior, mas avanço de 2,1% em comparação a julho/19.

O preço da tonelada exportada também desacelerou quando comparado a junho – a média girou em torno de US$ 4.025,73, com baixa de 6,3% sobre o mês anterior. Se comparado ao mesmo período do ano passado, os preços ficaram praticamente estáveis, com uma alta pontual de 1%.

Do lado da oferta, muitos pecuaristas resistem em liquidar a boiada por preços mais baixos que os praticados atualmente, visando, principalmente, garantir uma boa relação de troca entre o boi gordo e gado de magro, já que os gastos com a reposição dos plantéis seguem muito altos.

Na ponta compradora, a demanda reduzida pela carne bovina nos grandes centros urbanos, consequência da crise econômica decorrente da pandemia de Covid-19, impede o repasse de custos para os preços no atacado, relata a IHS Markit.  Nesta terça-feira, os preços dos principais cortes bovinos seguiram estáveis. “Ao contrário do esperado para este período de início do mês, as vendas de carne bovina no mercado varejista ainda seguem em passos lentos”, afirma a consultoria.

Confira as cotações máximas do boi gordo nesta terça-feira, 7 de julho, de acordo com a FNP:

SP-Noroeste: R$ 224/@ a (prazo)

MS-Dourados: R$ 207/@ (à vista)

MS-C. Grande: R$ 209/@ (prazo)

MS-Três Lagoas: R$ 210/@ (prazo)

MT-Cáceres: R$ 190/@ (prazo)

MT-Tangará: R$ 192/@ (prazo)

MT-B. Garças: R$ 192/@ (prazo)

MT-Cuiabá: R$ 190/@ (à vista)

MT-Colíder: R$ 185/@ (à vista)

GO-Goiânia: R$ 210/@ (prazo)

GO-Sul: R$ 207/@ (prazo)

PR-Maringá: R$ 217/@ (à vista)

MG-Triângulo: R$ 217/@ (prazo)

MG-B.H.: R$ 214/@ (prazo)

BA-F. Santana: R$ 215/@ (à vista)

RS-P.Alegre: R$ 205/@ (à vista)

RS-Fronteira: R$ 204/@ (à vista)

PA-Marabá: R$ 204/@ (prazo)

PA-Redenção: R$ 204/@ (prazo)

PA-Paragominas: R$ 204/@ (prazo)

TO-Araguaína: R$ 208/@ (prazo)

TO-Gurupi: R$ 207/@ (à vista)

RO-Cacoal: R$ 193/@ (à vista)

RJ-Campos: R$ 203/@ (prazo)

MA-Açailândia: R$ 200/@ (à vista)

Fonte: Portal DBO