Notícias

Terça, 15 de Setembro de 2020
Peste suína africana: entenda o caso na Alemanha e os reflexos no Brasil
Peste suína africana: entenda o caso na Alemanha e os reflexos no Brasil Fonte: Canal Rural

Com embargos à carne suína alemã por parte de grandes compradores, como a China, produtores brasileiros vislumbram possíveis aumentos nas exportações

COMPARTILHE NO WHATSAPP

Um javali selvagem foi encontrado morto no leste da Alemanha, na semana passada, a poucos quilômetros da fronteira com a Polônia. Autoridades sanitárias desconfiaram que o animal poderia ter morrido de peste suína africana, já que a doença está presente em países do leste europeu desde 2014. A confirmação veio na quinta-feira, 10, e deixou o mundo em alerta.

A Alemanha é o maior produtor de carne suína da União Europeia e responde por 14% das exportações para o mercado chinês, maior consumidor mundial da proteína. O temor é que a peste possa se espalhar e dizimar o plantel local, como aconteceu anos antes na China. Só em 2019, o país asiático perdeu 40% dos seus animais por conta da doença.

Os preços do suíno — e até do milho, insumo importante da criação — já foram influenciados pela notícia, reagindo com alta. “Sem a Alemanha no mercado, provavelmente os preços que já estavam pressionados sustentados pelos próximos cinco meses, até a situação [na Alemanha] se regularizar”, afirmou o analista Yago Travagini, da Agrifatto. “Já vimos, nos Estados Unidos, as cotações baterem o limite de alta duas vezes seguidas”, contou.

Embargos

Apesar de não haver indicativo de que a doença tenha atingido unidades produtoras da Alemanha, países compradores e/ou produtores de suínos, como China, Brasil, Argentina, Coreia do Sul e Japão, anunciaram a suspensão das importações, até que se esclareça a dimensão do problema.

“Por enquanto, os produtos de risco [carne in natura e semi-processada] não serão mais importados para o Brasil”, disse o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, José Guilherme Leal, em entrevista exclusiva ao Canal Rural. “Eles vão ter que explicar como está a biossegurança das unidades industriais, para que a gente possa avaliar a retirada da suspensão”, completou.

Leal destaca que trata-se de uma medida preventiva, visando proteger a condição sanitária do Brasil, que é livre de peste suína africana, e do continente. “A parte da genética é muito bem controlada, há uma situação quarentenária. Os produtos para consumo, quando tem risco, como agora, são suspensos. E há a preocupação da vigilância agropecuária contra o ingresso de resíduos de bordo em aeronaves”, contou.

O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa), inclusive, está analisando interromper as compras de outros países da Europa. “Da mesma forma, analisa-se a suspensão de importação dos restantes países europeus até que haja comunicado à Argentina sobre as medidas de mitigação de risco estabelecidas para esta notificação e o reforço e adaptação das ações de vigilância, de acordo com as recomendações internacionais da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE)”, disse, em comunicado.

Oportunidade para a carne brasileira

A suspensão das compras de produtos da Alemanha pelos países asiáticos pode acabar favorecendo as carnes brasileiras, que ganharam bastante espaço após a peste suína africana afetar a produção da China. A avaliação é da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O presidente da entidade, Ricardo Santin, afirmou em entrevista ao Canal Rural, que o Brasil tem capacidade de atender ao aumento da demanda externa sem prejudicar os consumidores internos. “Nos primeiros oito meses do ano, as exportações aumentaram 44% em volume. Mas não diminuíram a disponibilidade do mercado interno. Então, o Brasil tem condições, sim, se for chamado, de aumentar um pouco mais a sua produção, sem prejudicar nosso mercado interno”, analisou.

O suinocultor está pronto para mais esse desafio, segundo o presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio de Lorenzi. “Estamos preparados. O nosso modelo de integração, seja nas cooperativas ou nas indústrias, faz com que consigamos nos adaptar muito rapidamente para atender as exigências desses novos mercados”, disse.

No entanto, de acordo com o analista Fernando Iglesias, da consultoria Safras & Mercado, as exportações de suínos por parte do Brasil não devem aumentar expressivamente. “O que impediria o Brasil de exportar lotes ainda mais expressivos de carne suína ao mercado chinês é a questão da ractopamina, que é uma suplementação usada no desenvolvimento dos animais, que não é bem vista pelo mercado de maneira geral. Para que o Brasil consiga exportar volumes ainda maiores, seria necessário que novas unidades fossem habilitadas, sendo que as que já estão habilitadas hoje já operam perto da capacidade máxima, e não têm condições de expandir os volumes exportados no momento”, disse.

 Fonte: Canal Rural

Terça, 29 de Setembro de 2020
Fundo internacional libera R$ 380 milhões para estimular ILPF no Brasil
Fundo internacional libera R$ 380 milhões para estimular ILPF no Brasil Fonte: Canal Rural

Os responsáveis pela iniciativa querem aumentar a disponibilidade de recursos gradualmente, podendo chegar a quase R$ 8 bilhões até 2026

Em meio às pressões externas para que o agronegócio brasileiro seja cada vez mais sustentável, um fundo internacional promete apoiar os produtores rurais com crédito facilitado, conforme os índices de sustentabilidade da fazenda. Chamado de Financiamento Facilitado para Agricultura Sustentável (Saff, na sigla em inglês), o mecanismo está sendo lançado nesta terça-feira, 29.

O objetivo é promover a maior adoção de sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta, de acordo com a associação Rede ILPF, parceria público-privada entre Embrapa, John Deere, Syngenta, Cocamar, Ceptis, Bradesco, Soesp, Instituto Brasileiro para o Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS) e JPG Asset Management.

O Saff disponibilizará cerca de US$ 68 milhões (cerca de R$ 380 milhões na cotação atual do dólar) no primeiro ano, sendo US$ 62 milhões em crédito para o produtor e US$ 6 milhões para financiamento de programas de certificação, pesquisa, transferência de tecnologia assistência técnica e certificação. O incremento ao fundo acontecerá progressivamente, ano a ano, podendo chegar a US$ 1,4 bilhão (R$ 7,9 bilhões) em 2026.

O fundo foi um dos projetos selecionados, em 2020, pela Global Innovation Lab for Climate Finance (Lab), um programa de aceleração de opções de investimento que mobilizem recursos para o desenvolvimento sustentável em mercados emergentes.

O primeiro critério para acessar o fundo será o monitoramento e a aprovação da propriedade pelo sistema TrustScore. Apenas fazendas que alcancem uma pontuação mínima serão financiadas. Depois, quanto maior índice de sustentabilidade, menores serão os juros.

O projeto-piloto será implantado até julho de 2021 e vai abranger propriedades de sete estados brasileiros: Paraná, São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, totalizando 90 mil hectares. “Hoje, o Brasil possui 16 milhões de hectares com sistemas ILPF e a nossa meta é meta chegar a 30 milhões até 2030. O Saff, sem dúvidas, será uma ferramenta importante para conseguimos sucesso nesse objetivo”, afirma o presidente do Conselho Gestor da Rede ILPF, Renato Rodrigues.

A ILPF é uma estratégia que combina diferentes culturas em uma mesma área de produção, o que resulta em benefícios diretos para o produtor e para o meio ambiente, como a redução da emissão de gases de efeito estufa, o uso eficiente do solo e insumos, a restauração de pastagens degradadas e preservação da biodiversidade.

José Pugas, sócio da Ceptis Agro, avalia que a criação do fundo vai estimular os produtores que querem fazer a integração em suas fazendas. “O Saff busca facilitar o acesso a crédito e disponibiliza outros benefícios para o produtor, fazendo com que ele consiga melhorar cada vez mais a sustentabilidade da sua produção, em menos tempo”, disse.

Futuramente, os agricultores que utilizam a ILPF poderão pagar parte de seus empréstimos por meio da emissão de créditos de carbono, que serão avaliados e comercializados pelo fundo ou absorvidos pelos investidores finais.

De acordo com estudos realizados para a criação do Saff, a implementação pode mitigar a emissão de 2,5 milhões de toneladas de gás carbônico em 10 anos.

Fonte: Canal Rural

Imagem: Fabiano Bastos/Embrapa

Terça, 29 de Setembro de 2020
Após isenção de taxas, Brasil já comprou quase 200 mil toneladas de arroz
Após isenção de taxas, Brasil já comprou quase 200 mil toneladas de arroz Fonte: Canal Rural

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Arroz, os Estados Unidos, Índia e Guiana são as principais fontes neste momento

COARTILE NO WHATSAPP

Desde que o governo federal zerou a Tarifa Externa Comum (TEC) sobre a importação de arroz de fora do Mercosul, como medida para conter a alta nos preços do produto, o Brasil já negociou a compra de cerca de 200 mil toneladas do cereal em casca. 

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), os Estados Unidos, Índia e Guiana são as principais fornecedores no momento.  “A previsão é de que o arroz chegue no Brasil entre a segunda quinzena de outubro e novembro”, afirmou a entidade. 

 

Entenda 

A isenção das importações começou a ser discutida em meados de agosto, quando a Abiarroz enviou um pedido à câmara setorial do Ministério da Agricultura, para que fosse analisada a escassez do produto no mercado interno.

A medida se concretizou na início de setembro, quando a Câmara de Comércio Exterior (Camex) liberou o total de 400 mil toneladas, com tarifa de importação zerada para arroz não parboilizado, polido ou brunido, até 31 de dezembro de 2020.

Fonte: Canal Rural

Imagem: Camila Domingues/Palácio Piratini

Terça, 29 de Setembro de 2020
Com oferta limitada, preços do milho devem seguir aquecidos no país.
Com oferta limitada, preços do milho devem seguir aquecidos no país. Fonte: Safras & Mercado

O mercado brasileiro de milho deve manter um cenário de preços firmes, em meio à retenção de oferta por parte dos produtores. O dólar avança frente ao real, o que garante suportes às cotações nos portos. No cenário internacional a Bolsa de Chicago opera em queda, avaliando o andamento da colheita nos Estados Unidos.

     Ontem (28), o mercado brasileiro de milho apresentou preços firmes, de estáveis a mais altos. Com o dólar em elevação há cada vez maior sustentação às cotações nos portos e a oferta restrita vai trazendo suporte no interior.

     No Porto de Santos, o preço ficou em R$ 65,50/67,00 a saca. No Porto de Paranaguá (PR), preço em R$ 64,70/66,00 a saca.

     No Paraná, a cotação ficou em R$ 58,50/60,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 62,00/63,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 64,00/66,00 a saca.

     No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 67,00/69,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 58,00/60,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 55,00 – R$ 56,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 54,00/57,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

* A posição dezembro opera com perda de 3,25 centavos, ou 0,88%, cotada a US$ 3,63 1/2 por bushel.

* A entrada da safra norte-americana atua como fator de pressão, mesmo que esteja num ritmo mais lento que o esperado.

* O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução da colheita das lavouras de milho. Até 27 de setembro, a área colhida estava em 15%. O mercado esperava 17%. Em igual período do ano passado o número era de 10%. A média para os últimos cinco anos é de 16%. Na semana anterior, o percentual era de 8 pontos.

* Os investidores também se posicionam frente ao relatório de estoques trimestrais de milho do país na posição 1 de setembro, que será divulgado amanhã e que deve indicar volumes menores frente aos registrados em junho.

* Ontem (28), os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 3,66 3/4, com alta de 1,50 centavo, ou 0,41%, em relação ao fechamento anterior.

CÂMBIO

* O dólar comercial opera com ganho de 0,44% neste momento, cotado a R$ 5,6640.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas da Ásia encerraram mistas. Xangai, +0,21%. Tóquio, +0,12%. Demais bolsas da região caíram. 

* As principais bolsas na Europa operam em baixa. Paris, -0,13%; Frankfurt, -0,38%; Londres, -0,54%.

* O petróleo opera com perdas. Novembro do WTI em NY: US$ 40,42 o barril (-0,44%).

* O Dollar Index registra baixa de 0,27%, a 94,02 pontos.

AGENDA

– Dados de desenvolvimento das lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.

—–Quarta-feira (30/09)

– Japão: A leitura preliminar da produção industrial de agosto será publicada na noite anterior pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria.

– Alemanha: A taxa de desemprego de agosto será publicada às 5h pela agência federal de emprego.

– Reino Unido: A segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2020 será publicada às 5h30 pelo departamento de estatísticas.

– EUA: A terceira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2020 será publicada às 9h30 pelo Departamento do Comércio.

– A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 11h30min pelo Departamento de Energia (DoE).

– Relatório de estoques trimestrais de soja, milho e trigo dos EUA – USDA, 13hs.

– Estimativa de produção de trigo dos EUA – USDA, 13hs.

—–Quinta-feira (01/10)

– China: As bolsas de Xangai e Hong Kong permanecem fechadas devido a feriados

locais.

– Coreia do Sul: A Bolsa de Seul permanece fechada devido a um feriado local.

– Eurozona: O índice de preços ao produtor de agosto será publicado às 6h pela Eurostat.

– Eurozona: A taxa de desemprego de agosto será publicada às 6h pela Eurostat.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.

– Balança comercial de setembro – Ministério da Economia, 15hs.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

—–Sexta-feira (02/10)

– Japão: A taxa de desemprego de agosto será publicada na noite anterior pelo Ministério de Assuntos Internos e Comunicação.

– China: As bolsas de Xangai e Hong Kong permanecem fechadas devido a feriados locais.

– Eurozona:  A leitura preliminar do índice de preços ao consumidor de setembro será publicada às 6h pela Eurostat.

– O IBGE divulga às 9h os dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Industrial referentes a agosto.

– EUA: O número de empregos criados ou perdidos pela economia (payroll) e a taxa de desemprego referentes a setembro serão publicados às 9h30 pelo Departamento do Trabalho.

– Dados do desenvolvimento das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, no início do dia.

– Dados de desenvolvimento das lavouras do Mato Grosso – IMEA, na parte da tarde.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Fonte: Safras & Mercado

Terça, 29 de Setembro de 2020
México abre mercado para ovos do Brasil
México abre mercado para ovos do Brasil Fonte: Agrolink

Nas prévias da Semana do Ovo (#OvoéBomeFazBem), com produção e consumo recordes no mercado interno, o setor de ovos do País ganhará um novo impulso comercial nos próximos dias.   O México, maior consumidor de ovos do mundo, abriu seu mercado para as importações de ovos produzidos no Brasil, conforme informação repassada à Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A autorização foi emitida na última semana pelo Serviço Nacional de Sanidade, Inocuidade e Qualidade (SENASICA) do Governo Mexicano, e é válida para produtos processados em território brasileiro – um segmento que tem ganhado expressividade no segmento produtivo brasileiro.

Maior consumidor per capita de ovos do mundo, com 378 unidades anuais (no Brasil, o consumo é de 230 unidades), o México importou 20 mil toneladas de ovos em 2019, segundo dados da União Nacional de Avicultores (associação local).

“A abertura do México, conquistada com os esforços da Adidância Agrícola, Ministério da Agricultura e Ministério das Relações Exteriores, e apoiados pela ABPA, é estratégica para o setor produtivo brasileiro, que aposta no fortalecimento do mercado internacional.  Não apenas pela força deste mercado, mas pela chancela que esta autorização representa em termos de reconhecimento sanitário.  A qualidade e o status sanitário fizeram a diferença para inserirmos nosso produto nesse mercado altamente competitivo, com um produto de maior valor agregado”, avalia Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Em 2019, o Brasil exportou 7,6 mil toneladas de ovos.  A produção total do país alcançou 49 bilhões de unidades no ano passado, e deve chegar a 53 bilhões em 2020.

Fonte: Agrolink

Imagem: Marcel Oliveira

Terça, 29 de Setembro de 2020
Prazo de entrega da declaração do ITR acaba na quarta-feira
Prazo de entrega da declaração do ITR acaba na quarta-feira Fonte: Portal DBO

O produtor rural que entregar a DITR depois do prazo pagará multa de 1% ao mês sobre o imposto devido ou R$ 50, prevalecendo o maior valor

Os proprietários rurais de todo o país têm até quarta-feira (30/9) para entregarem a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR). O prazo acaba às 23h59min59s.

A Receita Federal está recebendo o documento desde 17 de agosto. Neste ano, o Fisco espera receber 5,9 milhões de declarações, contra 5.795.148 entregues no ano passado.

Segundo o balanço mais recente da Receita, 4,76 milhões de contribuintes haviam entregado a declaração até a quinta-feira (24/9). O pagamento da ITR poderá ser feito em até quatro quotas iguais, desde que nenhuma parcela seja inferior a R$ 50 e que a primeira quota seja quitada até o último dia do prazo de entrega da declaração.

O produtor rural que entregar a DITR depois do prazo pagará multa de 1% ao mês sobre o imposto devido ou R$ 50, prevalecendo o maior valor. Se o contribuinte constatar erros ou inconsistências depois de apresentar a declaração, poderá enviar declaração retificadora, sem a interrupção do pagamento do imposto apurado na declaração original.

Obrigação

Está obrigada a apresentar a declaração a pessoa física ou jurídica, exceto nos casos de imunidade ou isenção, que seja proprietária, titular do domínio útil ou detentora de qualquer título do imóvel rural. Também deve enviar a DITR o contribuinte que perdeu a posse da propriedade entre 1º de janeiro de 2020 e a efetiva apresentação da declaração.

A DITR deve ser preenchida no computador, por meio do Programa Gerador da Declaração do ITR, disponível na página da Receita Federal na internet. O documento pode ser transmitido pela internet. Caso o proprietário não tenha acesso à rede mundial de computadores, poderá entregar a declaração em mídia removível na unidade mais próxima da Receita Federal.

Auxílio

Neste ano, diversas instituições de ensino superior com Núcleos de Apoio Contábil e Fiscal (NAF) estão prestando, em parceria com a Receita, orientações para o preenchimento e a entrega da declaração. O serviço está sendo prestado de forma gratuita e virtual. A lista dos NAF com auxílio a distância está disponível na página da Receita na internet.

 

Fonte: Portal DBO

Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Segunda, 28 de Setembro de 2020
Com suíno estável e grãos em alta, relação de troca piora para o criador
Com suíno estável e grãos em alta, relação de troca piora para o criador Fonte: Canal Rural

As cotações do animal estão estáveis devido ao calor dos últimos dias e pela redução do poder aquisitivo do consumidor no fim do mês

COMPARTILHE NO WHATSAPP

Na suinocultura, as bolsas estaduais fecharam praticamente estáveis em relação à semana anterior, influenciadas pelo calor dos últimos dias e pela redução do poder aquisitivo do consumidor no fim do mês, de acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A única alta reportada foi no Rio Grande do Sul, que espera negociar os animais nesta semana a R$ 7,35 por quilo (+1,4%).

Dados do Cepea mostram que a relação de troca do suíno/milho ou suíno/farelo de soja continua em alta no interior de São Paulo, com a diminuição da oferta dos insumos e pressão do dólar nas cotações, acrescenta a entidade.

Avicultura

O mercado do frango vivo no interior de São Paulo ficou estável na semana passada, com o preço pago ao produtor permanecendo em R$ 4,10 por quilo. No atacado, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a cotação do frango congelado no estado teve variações ao longo da semana, mas fechou estável em R$ 5,77 por kg, alta de 10,3% no mês e de 7% no ano de 2020.

“A estabilidade de preços se deve à perda de poder aquisitivo da população que ocorre naturalmente no final do mês”, analisa a , em boletim.

Em outras regiões importantes para a produção independente, como Minas Gerais e Pernambuco, os preços pagos ao produtor são respectivamente R$ 4,15 e R$ 7 por kg. Já para o mercado de produção integrada, a remuneração dos produtores permanece estável em termos nominais.

Fonte: Canal Rural

Segunda, 28 de Setembro de 2020
Dólar valorizado mantém os preços da soja
Dólar valorizado mantém os preços da soja Fonte: Agrolink

Os baixos estoques no Brasil e o dólar valorizado mantêm firmes os preços domésticos da soja em grão. Diante disso, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa, base porto de Paranaguá (PR), registra avanço de 6,4% na parcial de setembro (até o dia 25), tendo atingido R$ 150,86/sc no dia 24, o maior patamar nominal da série do Cepea (iniciada em março de 2006) e apenas um pouco abaixo do recorde real, de R$ 153,40, registrado no dia 31 de agosto de 2012 (valores diários foram deflacionados pelo IGP-DI de agosto/20).

Conforme boletim informativo do Cepe, na sexta-feira, 25, o Indicador cedeu 2,8% frente ao dia anterior, fechando a R$ 146,63/sc. A valorização da soja segue desafiando as indústrias brasileiras, mas muitas indicam estar conseguindo repassar as altas do grão aos derivados, diante da firme procura por farelo e óleo de soja. Levantamento do Cepea mostra que o óleo, inclusive, é negociado acima de R$ 6,8 mil por tonelada, recorde nominal da série do Cepea e o maior patamar real desde março de 2008. 

Fonte: Agrolink - Aline Merladete

Segunda, 28 de Setembro de 2020
Mercado de Carnes
Mercado de Carnes Fonte: AF News Agricola

Nos últimos dias, o mercado de reposição apresentou morosidade de negócios entre as principais praças pecuárias do Brasil, relata a IHS Markit, refletindo os preços recordes dos animais jovens.

 “Os seguidos movimentos de altas acumuladas na arroba do gado magro ao longo deste ano têm limitado a atuação dos pecuaristas de recria e engorda que, mesmo recebendo preços mais altos pela arroba do boi gordo, ainda se deparam com a relação de troca pouco favorável”, destaca a consultoria.

Outro fator limitante para o avanço da liquidez nos leilões de animais jovens é o encarecimento dos custos com a ração animal, que também prejudica a lucratividade da atividade e as escolhas dos pecuaristas, acrescenta a IHS Markit.

Neste contexto, a retração na procura pela reposição gerou espaço para ajustes negativos nos preços do gado magro entre algumas regiões pecuárias ao longo desta semana, principalmente na cotação de categorias mais jovens.

Segundo apurou a IHS Markit, na região Noroeste de São Paulo, o bezerro macho de 7-12 meses era negociado na última quinta-feira a R$ 2.300/cab., ante o preço de R$ 2.400/cab. registrado na quinta-feira anterior. Nesta mesma base de comparação, o valor da bezerra em São Paulo caiu de R$ 2.050/cab. para R$ 2.000/cab.

No entanto, de acordo com análise da consultoria, mesmo diante das correções negativas registradas nos últimos dias, os preços pagos pela arroba na reposição seguem em níveis recordes e deve, ao menos no curto e médio prazos, manter os patamares altos, uma vez que a baixa disponibilidade de bezerros e bezerras limita o espaço para quedas mais severas nas cotações.

Segundo a IHS Markit, o setor de bovinocultura de corte vive um momento de oferta restrita de animais, reflexo do aumento do abate de fêmeas nos últimos anos, que diminuiu o contingente do rebanho brasileiro. “Com a manutenção do abate de novilhas em função dos elevados preços dessa categoria, a disponibilidade de gado jovem deve se manter ajustada no curto prazo”, prevê a consultoria.

Fonte: AF News Agricola

Segunda, 28 de Setembro de 2020
Dólar reverte queda e sobe mais de 1% com exterior e cautela sobre fiscal
Dólar reverte queda e sobe mais de 1% com exterior e cautela sobre fiscal Fonte: Noticias Agrícolas

O dólar abandonou queda de mais cedo e passou a subir mais de 1% ante o real nesta segunda-feira, seguindo em parte a tomada de fôlego da divisa no exterior, num início de semana com atenções voltadas a discussões sobre medidas relacionadas ao fiscal.

Às 12h37, o dólar avançava 1,21%, a 5,6208 reais na venda, depois de subir há pouco 1,26%, para 5,624 reais.

Na B3, o dólar futuro subia 0,99%, a 5,6185 reais, após cair a 5,5120 reais na mínima da sessão.

O real caía com rublo russo, lira turca, peso mexicano e peso argentino, moedas emergentes assim como a brasileira. O índice do dólar ante uma cesta de divisas fortes ainda caía 0,17%, mas chegou a recuar 0,44% na mínima.

Do noticiário doméstico, a expectativa por fala do presidente Jair Bolsonaro, com chance de ser acompanhada por declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, também adicionava volatilidade às operações. Esteve prevista para esta manhã reunião do presidente com ministros e líderes para fechar detalhes da proposta da nova etapa da reforma tributária e do Renda Cidadã.

O secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, afirmou nesta segunda-feira que uma nova proposta de renda mínima está sendo discutida e que será anunciada "no tempo devido", com indicação das suas fontes de financiamento.

Segundo fontes de mercado, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, disse que o debate sobre eventual derrubada do teto de gastos públicos deve ser feito só em 2022.

Profissionais citaram ainda como pano de fundo para os negócios nesta segunda notícias de que líderes do Congresso e o governo querem que Renda Cidadã seja mantido por recursos destinados a precatórios --o que indicaria ausência de corte de gastos.

"O real é um mercado que está 'sem dono'. A agenda está fraca, isso abre espaço para volatilidade mais alta mesmo", disse um operador.

No exterior, as atenções se voltavam para o debate, na terça-feira, entre os candidatos à Presidência dos EUA: o republicano Donald Trump, atual mandatário; e o democrata Joe Biden.

"A proximidade com as eleições presidenciais nos EUA e as incertezas trazidas por um possível mandato democrata continuam a pesar nas decisões de investimento", disse em nota Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.

(Reportagem adicional de José de Castro; Edição de Isabel Versiani)

Fonte: Noticias Agrícolas - Luana Maria Benedito

Sexta, 25 de Setembro de 2020
Expointer começa neste sábado (26)
Expointer começa neste sábado (26) Fonte: Agrolink

Feira funcionará de forma híbrida, com atividades no parque e on-line

 

Depois de ser cancelada em função da pandemia a Expointer começa neste sábado (26) e segue até o dia 4 de outubro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). Prometendo ser o maior evento on-line do agronegócio, a feira será em formato híbrido: com atividades presenciais no parque e transmissão pela internet.

Serão quatro canais diferentes em uma plataforma que vão trazer notícias, debates, entrevistas, provas técnicas, leilões de animais, lançamentos de produtos e shows. O conteúdo tem acesso gratuito.

Animais em exposição

Depois dos cavalos foi a vez dos ovinos chegarem. Nesta quinta-feira (24) desembarcaram 31 ovinos de diferentes raças, todos vindos do Paraná. Até o momento 128 animais já estão instalados no parque, incluindo os 97 cavalos crioulos.
São esperados 230 ovinos das raças Texel, Poll Dorset, Suffolk, Naturalmente Coloridos, Merino Australiano, Corriedale, Crioula e Dorper; 26 bovinos de corte das raças Charolês, Simental e Simbrasil; 74 bovinos de leite da raça Holandês; 687 equinos das raças Quarto de Milha, Árabe e Crioula.

Agricultura familiar

Uma das mais visitadas atrações da feira todos os anos vai funcionar em drive-thru. Serão 55 empreendimentos divididos em 52 estandes, cada um com três vagas para estacionar. Vão ser comercializados produtos como salames, pães, bebidas, queijos e artesanato. 

Os visitantes poderão acessar os estandes de dentro de seus carros, fazer as compras e consumir em casa. A entrada será exclusivamente pelo Portão 1. Outra opção é fazer a compra pela plataforma e combinar a entrega com o vendedor. No ano passado as vendas da agricultura familiar somou R$ 4,5 milhões. 

Cuidados de saúde

Todos os moradores temporários do parque e servidores passarão por testes rápidos da Covid-19. Todas as pessoas que ingressarem no parque seguirão os protocolos do Ministério da Saúde, como medição de temperatura, distanciamento físico, uso de máscara de proteção facial e álcool gel.

Conforme o subsecretário do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, José Arthur Martins, a maioria das atividades ocorrerá em espaços abertos. De acordo com Martins, nos locais de julgamentos e provas, haverá demarcação dos espaços disponíveis para ocupação, respeitando o distanciamento de um metro e meio entre cada pessoa.

Fonte: Agrolink - Eliza Maliszewski