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Quarta, 16 de Setembro de 2020
Agronegócio e ONGs apresentam juntos propostas contra desmatamento na Amazônia
Agronegócio e ONGs apresentam juntos propostas contra desmatamento na Amazônia Fonte: Canal Rural

O conjunto de seis propostas enviadas ao governo federal visa reduzir em alguns meses – e de forma permanente – o desmate

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A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura — movimento formado por 230 entidades e empresas — enviou nesta terça-feira, 15, enviou ao governo federal um conjunto de seis propostas para “deter, de forma rápida e permanente”, o desmatamento na Amazônia.

Segundo a entidade, o documento foi enviado ao presidente da República, Jair Bolsonaro, ao vice-presidente da República e presidente do Conselho Nacional da Amazônia, Hamilton Mourão, e aos ministérios da Agricultura, Ciência, Economia e Meio Ambiente.

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“Essa redução no curto prazo – em alguns meses – é de fundamental importância para o país. Não somente pelo avanço das perdas socioambientais envolvidas, mas também pela ameaça que a destruição florestal na região impõe às questões econômicas nacionais. Há uma clara e crescente preocupação de diversos setores da sociedade nacional e internacional com o avanço do desmatamento”, pontua o movimento.

Segundo membro da coalizão e diretor-executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), André Guimarães, o desmatamento descontrolado da Amazônia é um dos maiores riscos à economia brasileira atualmente. “Nosso país é altamente dependente do regime de chuvas que a floresta proporciona tanto para o agronegócio, como para o fornecimento de energia elétrica e o abastecimento de água nas cidades e para as indústrias”, alerta.

“O agronegócio sério e responsável corre o risco de ser penalizado em suas exportações se o país não combater os crimes ambientais na Amazônia”, adverte Marcello Brito, também membro da Coalizão Brasil e presidente do Conselho Diretor da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). “Não podemos perder mais tempo com antagonismos que impedem que o país avance. Existem caminhos práticos e factíveis de enfrentar o problema e é nas soluções que precisamos nos concentrar agora”, completa.

Resumo das propostas

Retomada e intensificação da fiscalização, com rápida e exemplar responsabilização pelos ilícitos ambientais identificados;
Suspensão dos registros do Cadastro Ambiental Rural (CAR) que incidem sobre florestas públicas e responsabilização por eventuais desmatamentos ilegais;
Destinação de 10 milhões de hectares à proteção e uso sustentável;
Concessão de financiamentos sob critérios socioambientais;
Total transparência e eficiência às autorizações de supressão da vegetação;
Suspensão de todos os processos de regularização fundiária de imóveis com desmatamento após julho de 2008

Veja as propostas na íntegra:

1) Retomada e intensificação da fiscalização, com rápida e exemplar responsabilização pelos ilícitos ambientais identificados

Para retomar e intensificar ações de fiscalização é necessário apoiar e ampliar o uso de inteligência e expertise do Ibama, ICMBio e Funai, visando à responsabilização pelos ilícitos ambientais por meio da punição ágil, ampla e eficiente dos infratores. Nesse sentido, é importante o pleno cumprimento da lei vigente, incluindo a destruição no campo de equipamentos utilizados por criminosos ambientais. O uso de tecnologia para a execução dessa ação é também de crucial importância. A retomada da Operação Controle Remoto do Ibama, implementada com sucesso em 2016 e 2017, deve ser fortemente considerada.

Justificativa da Coalizão: a atuação do Estado, em sua tarefa de fazer cumprir a lei ambiental, historicamente, tem resultado em reduções rápidas e regionais do desmatamento na Amazônia. Os órgãos de fiscalização ambiental contam com experiências exitosas. A Operação Controle Remoto, por exemplo, é eficiente na notificação remota de proprietários e posseiros rurais que desmatam ilegalmente. Notificações e embargos podem ser realizados de forma simples e quase automaticamente, cruzando os dados de desmatamento com as informações de bancos de dados oficiais, como: Sistema do Cadastro Ambiental Rural (SICAR) ou registros de Posse de Terras (que permitem a identificação do detentor da terra) e Autorizações de Supressão de Vegetação (ASV). Já existem mais de 70 mil laudos disponíveis que aplicam essa metodologia no sistema do MapBiomas Alerta, que foi desenvolvido em cooperação com o Ibama. A metodologia utilizada nesta operação é semelhante à proposta recentemente pelo Ministério da Agricultura para a regularização fundiária na Amazônia, tema ainda mais complexo que o embargo remoto às áreas desmatadas ilegalmente e a responsabilização dos infratores.

2) Suspensão dos registros do Cadastro Ambiental Rural (CAR) que incidem sobre florestas públicas e responsabilização por eventuais desmatamentos ilegais

Proceder à suspensão imediata, na base de dados do cadastro (Sicar), dos registros sobrepostos às áreas de florestas públicas (unidades de conservação, terras indígenas, florestas públicas não destinadas etc.) listadas no Cadastro Nacional de Florestas Públicas (CNFP) do Serviço Florestal Brasileiro.

Justificativa da Coalizão: de acordo com a lei 11.284 de 2006, as florestas em áreas públicas somente podem ser destinadas para o uso sustentável mediante alocação para áreas protegidas (terras indígenas, Unidades de Conservação etc) e de uso comunitário (como territórios quilombolas) ou para concessão florestal por meio de licitação. Os registros de CAR que incidem sobre as florestas públicas são, portanto, irregulares e devem ser suspensos até que seja retificado ou cancelado do Sicar.

Há mais de 11 milhões de hectares em CAR declarados sobre florestas públicas que acabam sendo utilizados para legitimar processos de grilagem. Classificar esses registros do CAR, sobre florestas públicas, como “suspensos” permitirá que todos os atores do setor público e privado façam clara distinção destes registros daqueles classificados como “pendentes”, que seriam passíveis de aprovação ou confirmação pelo sistema. Tal alteração permitirá, ainda, que os declarantes de CAR sobre florestas públicas sejam responsabilizados pelos eventuais desmatamentos ilegais que ocorrerem na área cadastrada.

3) Destinação de 10 milhões de hectares à proteção e uso sustentável

Selecionar, num prazo de 90 dias, a partir do Cadastro Nacional de Florestas Públicas, de uma área de 10 milhões de hectares que possa ser designada como área protegida de uso restrito e de uso sustentável em regiões sob forte pressão de desmatamento.

Justificativa da Coalizão: uma ação de destinação de um volume de florestas como o proposto poderá ter, de imediato, três resultados: 1) sinal claro aos grileiros de que há ação governamental em curso e que a invasão de terra pública não será tolerada; 2) já se demonstrou cientificamente que a criação de áreas protegidas resulta em queda generalizada das taxas de desmatamento amazônico e proteção florestal permanente; e 3) a redução das emissões por desmatamento e manutenção dos estoques de carbono. Foi o caso, por exemplo, da criação de 24 milhões de hectares de áreas sob proteção na região da Terra do Meio, no Pará. Cerca de 40% da queda nas taxas ocorridas entre 2005 e 2008 são atribuídas à destinação dessas áreas.

4) Concessão de financiamentos sob critérios socioambientais

O Conselho Monetário Nacional (CMN) deve exigir que as instituições de crédito rural e agrícola adotem práticas e critérios mais rigorosos de checagem de riscos ambientais, como a comprovação de ausência de ilegalidade nas propriedades, incluindo a conferência do CAR e demais requisitos relacionados ao cumprimento do Código Florestal e à sobreposição em terras públicas.

Quando observados CAR com desmatamento posterior a julho de 2008, as operações de crédito devem ser bloqueadas até que o responsável pelo CAR apresente à instituição financeira a autorização de supressão de vegetação emitida pelo órgão responsável para o local desmatado que seja válida para o período quando aconteceu o desmatamento. Propriedades que tenham desmatado além dos limites do Código Florestal, antes de julho de 2008, devem informar adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) e apresentar à instituição financeira um plano de recuperação do passivo ambiental.

Justificativa da Coalizão: ações mais exigentes (associadas ao devido cumprimento da legislação) para a concessão de crédito já demonstraram bons resultados no passado na coibição do desmatamento ilegal em áreas privadas.

5) Total transparência e eficiência às autorizações de supressão da vegetação

Os órgãos estaduais de meio ambiente devem tornar públicos os dados referentes às autorizações de supressão de vegetação. Para tanto, tais autorizações devem ser compartilhadas no Sinaflor. Ainda, o governo federal deve suspender a controversa instrução normativa do Ministério do Meio Ambiente (IN 3 de 2014) que limita o acesso a informações críticas à identificação (CPF ou CNPJ) dos responsáveis pelo CAR que estão ligados ao desmatamento e que, claramente, conflita com a Lei de Acesso à Informação e com outros marcos legais associados à transparência.

Justificativa da Coalizão: a transparência das informações ajuda a diferenciar os produtores que estão atuando dentro da lei daqueles que agem de forma ilegal. Tal ação resulta em dois benefícios básicos: o reforço positivo de produção legal e livre de desmatamento e o exercício de monitoramento e identificação pela sociedade, setor privado e órgãos de controle de desmatadores ilegais. Neste sentido, a transparência para a identificação do detentor do CAR é fundamental para a seleção de agricultores que atuem na legalidade e exclusão dos ilegais, por parte de atores do mercado.

6) Suspensão de todos os processos de regularização fundiária de imóveis com desmatamento após julho de 2008

Suspender todos os processos de regularização fundiária de áreas desmatadas irregularmente após julho de 2008 até que as áreas estejam plenamente recuperadas. Quem desmata em área não regularizada comete crimes ambientais e não deve ser beneficiado com a regularização fundiária.

Justificativa da Coalizão: a grilagem de terras públicas é um dos principais vetores de desmatamento. Ao cessar os processos de regularização dessas áreas corta-se o principal estímulo à grilagem e, por consequência, ao desmatamento.

Fonte: Canal Rural

Terça, 29 de Setembro de 2020
Fundo internacional libera R$ 380 milhões para estimular ILPF no Brasil
Fundo internacional libera R$ 380 milhões para estimular ILPF no Brasil Fonte: Canal Rural

Os responsáveis pela iniciativa querem aumentar a disponibilidade de recursos gradualmente, podendo chegar a quase R$ 8 bilhões até 2026

Em meio às pressões externas para que o agronegócio brasileiro seja cada vez mais sustentável, um fundo internacional promete apoiar os produtores rurais com crédito facilitado, conforme os índices de sustentabilidade da fazenda. Chamado de Financiamento Facilitado para Agricultura Sustentável (Saff, na sigla em inglês), o mecanismo está sendo lançado nesta terça-feira, 29.

O objetivo é promover a maior adoção de sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta, de acordo com a associação Rede ILPF, parceria público-privada entre Embrapa, John Deere, Syngenta, Cocamar, Ceptis, Bradesco, Soesp, Instituto Brasileiro para o Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS) e JPG Asset Management.

O Saff disponibilizará cerca de US$ 68 milhões (cerca de R$ 380 milhões na cotação atual do dólar) no primeiro ano, sendo US$ 62 milhões em crédito para o produtor e US$ 6 milhões para financiamento de programas de certificação, pesquisa, transferência de tecnologia assistência técnica e certificação. O incremento ao fundo acontecerá progressivamente, ano a ano, podendo chegar a US$ 1,4 bilhão (R$ 7,9 bilhões) em 2026.

O fundo foi um dos projetos selecionados, em 2020, pela Global Innovation Lab for Climate Finance (Lab), um programa de aceleração de opções de investimento que mobilizem recursos para o desenvolvimento sustentável em mercados emergentes.

O primeiro critério para acessar o fundo será o monitoramento e a aprovação da propriedade pelo sistema TrustScore. Apenas fazendas que alcancem uma pontuação mínima serão financiadas. Depois, quanto maior índice de sustentabilidade, menores serão os juros.

O projeto-piloto será implantado até julho de 2021 e vai abranger propriedades de sete estados brasileiros: Paraná, São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, totalizando 90 mil hectares. “Hoje, o Brasil possui 16 milhões de hectares com sistemas ILPF e a nossa meta é meta chegar a 30 milhões até 2030. O Saff, sem dúvidas, será uma ferramenta importante para conseguimos sucesso nesse objetivo”, afirma o presidente do Conselho Gestor da Rede ILPF, Renato Rodrigues.

A ILPF é uma estratégia que combina diferentes culturas em uma mesma área de produção, o que resulta em benefícios diretos para o produtor e para o meio ambiente, como a redução da emissão de gases de efeito estufa, o uso eficiente do solo e insumos, a restauração de pastagens degradadas e preservação da biodiversidade.

José Pugas, sócio da Ceptis Agro, avalia que a criação do fundo vai estimular os produtores que querem fazer a integração em suas fazendas. “O Saff busca facilitar o acesso a crédito e disponibiliza outros benefícios para o produtor, fazendo com que ele consiga melhorar cada vez mais a sustentabilidade da sua produção, em menos tempo”, disse.

Futuramente, os agricultores que utilizam a ILPF poderão pagar parte de seus empréstimos por meio da emissão de créditos de carbono, que serão avaliados e comercializados pelo fundo ou absorvidos pelos investidores finais.

De acordo com estudos realizados para a criação do Saff, a implementação pode mitigar a emissão de 2,5 milhões de toneladas de gás carbônico em 10 anos.

Fonte: Canal Rural

Imagem: Fabiano Bastos/Embrapa

Terça, 29 de Setembro de 2020
Após isenção de taxas, Brasil já comprou quase 200 mil toneladas de arroz
Após isenção de taxas, Brasil já comprou quase 200 mil toneladas de arroz Fonte: Canal Rural

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Arroz, os Estados Unidos, Índia e Guiana são as principais fontes neste momento

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Desde que o governo federal zerou a Tarifa Externa Comum (TEC) sobre a importação de arroz de fora do Mercosul, como medida para conter a alta nos preços do produto, o Brasil já negociou a compra de cerca de 200 mil toneladas do cereal em casca. 

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), os Estados Unidos, Índia e Guiana são as principais fornecedores no momento.  “A previsão é de que o arroz chegue no Brasil entre a segunda quinzena de outubro e novembro”, afirmou a entidade. 

 

Entenda 

A isenção das importações começou a ser discutida em meados de agosto, quando a Abiarroz enviou um pedido à câmara setorial do Ministério da Agricultura, para que fosse analisada a escassez do produto no mercado interno.

A medida se concretizou na início de setembro, quando a Câmara de Comércio Exterior (Camex) liberou o total de 400 mil toneladas, com tarifa de importação zerada para arroz não parboilizado, polido ou brunido, até 31 de dezembro de 2020.

Fonte: Canal Rural

Imagem: Camila Domingues/Palácio Piratini

Terça, 29 de Setembro de 2020
Com oferta limitada, preços do milho devem seguir aquecidos no país.
Com oferta limitada, preços do milho devem seguir aquecidos no país. Fonte: Safras & Mercado

O mercado brasileiro de milho deve manter um cenário de preços firmes, em meio à retenção de oferta por parte dos produtores. O dólar avança frente ao real, o que garante suportes às cotações nos portos. No cenário internacional a Bolsa de Chicago opera em queda, avaliando o andamento da colheita nos Estados Unidos.

     Ontem (28), o mercado brasileiro de milho apresentou preços firmes, de estáveis a mais altos. Com o dólar em elevação há cada vez maior sustentação às cotações nos portos e a oferta restrita vai trazendo suporte no interior.

     No Porto de Santos, o preço ficou em R$ 65,50/67,00 a saca. No Porto de Paranaguá (PR), preço em R$ 64,70/66,00 a saca.

     No Paraná, a cotação ficou em R$ 58,50/60,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 62,00/63,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 64,00/66,00 a saca.

     No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 67,00/69,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 58,00/60,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 55,00 – R$ 56,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 54,00/57,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

* A posição dezembro opera com perda de 3,25 centavos, ou 0,88%, cotada a US$ 3,63 1/2 por bushel.

* A entrada da safra norte-americana atua como fator de pressão, mesmo que esteja num ritmo mais lento que o esperado.

* O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução da colheita das lavouras de milho. Até 27 de setembro, a área colhida estava em 15%. O mercado esperava 17%. Em igual período do ano passado o número era de 10%. A média para os últimos cinco anos é de 16%. Na semana anterior, o percentual era de 8 pontos.

* Os investidores também se posicionam frente ao relatório de estoques trimestrais de milho do país na posição 1 de setembro, que será divulgado amanhã e que deve indicar volumes menores frente aos registrados em junho.

* Ontem (28), os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 3,66 3/4, com alta de 1,50 centavo, ou 0,41%, em relação ao fechamento anterior.

CÂMBIO

* O dólar comercial opera com ganho de 0,44% neste momento, cotado a R$ 5,6640.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas da Ásia encerraram mistas. Xangai, +0,21%. Tóquio, +0,12%. Demais bolsas da região caíram. 

* As principais bolsas na Europa operam em baixa. Paris, -0,13%; Frankfurt, -0,38%; Londres, -0,54%.

* O petróleo opera com perdas. Novembro do WTI em NY: US$ 40,42 o barril (-0,44%).

* O Dollar Index registra baixa de 0,27%, a 94,02 pontos.

AGENDA

– Dados de desenvolvimento das lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.

—–Quarta-feira (30/09)

– Japão: A leitura preliminar da produção industrial de agosto será publicada na noite anterior pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria.

– Alemanha: A taxa de desemprego de agosto será publicada às 5h pela agência federal de emprego.

– Reino Unido: A segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2020 será publicada às 5h30 pelo departamento de estatísticas.

– EUA: A terceira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2020 será publicada às 9h30 pelo Departamento do Comércio.

– A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 11h30min pelo Departamento de Energia (DoE).

– Relatório de estoques trimestrais de soja, milho e trigo dos EUA – USDA, 13hs.

– Estimativa de produção de trigo dos EUA – USDA, 13hs.

—–Quinta-feira (01/10)

– China: As bolsas de Xangai e Hong Kong permanecem fechadas devido a feriados

locais.

– Coreia do Sul: A Bolsa de Seul permanece fechada devido a um feriado local.

– Eurozona: O índice de preços ao produtor de agosto será publicado às 6h pela Eurostat.

– Eurozona: A taxa de desemprego de agosto será publicada às 6h pela Eurostat.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.

– Balança comercial de setembro – Ministério da Economia, 15hs.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

—–Sexta-feira (02/10)

– Japão: A taxa de desemprego de agosto será publicada na noite anterior pelo Ministério de Assuntos Internos e Comunicação.

– China: As bolsas de Xangai e Hong Kong permanecem fechadas devido a feriados locais.

– Eurozona:  A leitura preliminar do índice de preços ao consumidor de setembro será publicada às 6h pela Eurostat.

– O IBGE divulga às 9h os dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Industrial referentes a agosto.

– EUA: O número de empregos criados ou perdidos pela economia (payroll) e a taxa de desemprego referentes a setembro serão publicados às 9h30 pelo Departamento do Trabalho.

– Dados do desenvolvimento das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, no início do dia.

– Dados de desenvolvimento das lavouras do Mato Grosso – IMEA, na parte da tarde.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Fonte: Safras & Mercado

Terça, 29 de Setembro de 2020
México abre mercado para ovos do Brasil
México abre mercado para ovos do Brasil Fonte: Agrolink

Nas prévias da Semana do Ovo (#OvoéBomeFazBem), com produção e consumo recordes no mercado interno, o setor de ovos do País ganhará um novo impulso comercial nos próximos dias.   O México, maior consumidor de ovos do mundo, abriu seu mercado para as importações de ovos produzidos no Brasil, conforme informação repassada à Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A autorização foi emitida na última semana pelo Serviço Nacional de Sanidade, Inocuidade e Qualidade (SENASICA) do Governo Mexicano, e é válida para produtos processados em território brasileiro – um segmento que tem ganhado expressividade no segmento produtivo brasileiro.

Maior consumidor per capita de ovos do mundo, com 378 unidades anuais (no Brasil, o consumo é de 230 unidades), o México importou 20 mil toneladas de ovos em 2019, segundo dados da União Nacional de Avicultores (associação local).

“A abertura do México, conquistada com os esforços da Adidância Agrícola, Ministério da Agricultura e Ministério das Relações Exteriores, e apoiados pela ABPA, é estratégica para o setor produtivo brasileiro, que aposta no fortalecimento do mercado internacional.  Não apenas pela força deste mercado, mas pela chancela que esta autorização representa em termos de reconhecimento sanitário.  A qualidade e o status sanitário fizeram a diferença para inserirmos nosso produto nesse mercado altamente competitivo, com um produto de maior valor agregado”, avalia Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Em 2019, o Brasil exportou 7,6 mil toneladas de ovos.  A produção total do país alcançou 49 bilhões de unidades no ano passado, e deve chegar a 53 bilhões em 2020.

Fonte: Agrolink

Imagem: Marcel Oliveira

Terça, 29 de Setembro de 2020
Prazo de entrega da declaração do ITR acaba na quarta-feira
Prazo de entrega da declaração do ITR acaba na quarta-feira Fonte: Portal DBO

O produtor rural que entregar a DITR depois do prazo pagará multa de 1% ao mês sobre o imposto devido ou R$ 50, prevalecendo o maior valor

Os proprietários rurais de todo o país têm até quarta-feira (30/9) para entregarem a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR). O prazo acaba às 23h59min59s.

A Receita Federal está recebendo o documento desde 17 de agosto. Neste ano, o Fisco espera receber 5,9 milhões de declarações, contra 5.795.148 entregues no ano passado.

Segundo o balanço mais recente da Receita, 4,76 milhões de contribuintes haviam entregado a declaração até a quinta-feira (24/9). O pagamento da ITR poderá ser feito em até quatro quotas iguais, desde que nenhuma parcela seja inferior a R$ 50 e que a primeira quota seja quitada até o último dia do prazo de entrega da declaração.

O produtor rural que entregar a DITR depois do prazo pagará multa de 1% ao mês sobre o imposto devido ou R$ 50, prevalecendo o maior valor. Se o contribuinte constatar erros ou inconsistências depois de apresentar a declaração, poderá enviar declaração retificadora, sem a interrupção do pagamento do imposto apurado na declaração original.

Obrigação

Está obrigada a apresentar a declaração a pessoa física ou jurídica, exceto nos casos de imunidade ou isenção, que seja proprietária, titular do domínio útil ou detentora de qualquer título do imóvel rural. Também deve enviar a DITR o contribuinte que perdeu a posse da propriedade entre 1º de janeiro de 2020 e a efetiva apresentação da declaração.

A DITR deve ser preenchida no computador, por meio do Programa Gerador da Declaração do ITR, disponível na página da Receita Federal na internet. O documento pode ser transmitido pela internet. Caso o proprietário não tenha acesso à rede mundial de computadores, poderá entregar a declaração em mídia removível na unidade mais próxima da Receita Federal.

Auxílio

Neste ano, diversas instituições de ensino superior com Núcleos de Apoio Contábil e Fiscal (NAF) estão prestando, em parceria com a Receita, orientações para o preenchimento e a entrega da declaração. O serviço está sendo prestado de forma gratuita e virtual. A lista dos NAF com auxílio a distância está disponível na página da Receita na internet.

 

Fonte: Portal DBO

Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Segunda, 28 de Setembro de 2020
Com suíno estável e grãos em alta, relação de troca piora para o criador
Com suíno estável e grãos em alta, relação de troca piora para o criador Fonte: Canal Rural

As cotações do animal estão estáveis devido ao calor dos últimos dias e pela redução do poder aquisitivo do consumidor no fim do mês

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Na suinocultura, as bolsas estaduais fecharam praticamente estáveis em relação à semana anterior, influenciadas pelo calor dos últimos dias e pela redução do poder aquisitivo do consumidor no fim do mês, de acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A única alta reportada foi no Rio Grande do Sul, que espera negociar os animais nesta semana a R$ 7,35 por quilo (+1,4%).

Dados do Cepea mostram que a relação de troca do suíno/milho ou suíno/farelo de soja continua em alta no interior de São Paulo, com a diminuição da oferta dos insumos e pressão do dólar nas cotações, acrescenta a entidade.

Avicultura

O mercado do frango vivo no interior de São Paulo ficou estável na semana passada, com o preço pago ao produtor permanecendo em R$ 4,10 por quilo. No atacado, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a cotação do frango congelado no estado teve variações ao longo da semana, mas fechou estável em R$ 5,77 por kg, alta de 10,3% no mês e de 7% no ano de 2020.

“A estabilidade de preços se deve à perda de poder aquisitivo da população que ocorre naturalmente no final do mês”, analisa a , em boletim.

Em outras regiões importantes para a produção independente, como Minas Gerais e Pernambuco, os preços pagos ao produtor são respectivamente R$ 4,15 e R$ 7 por kg. Já para o mercado de produção integrada, a remuneração dos produtores permanece estável em termos nominais.

Fonte: Canal Rural

Segunda, 28 de Setembro de 2020
Dólar valorizado mantém os preços da soja
Dólar valorizado mantém os preços da soja Fonte: Agrolink

Os baixos estoques no Brasil e o dólar valorizado mantêm firmes os preços domésticos da soja em grão. Diante disso, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa, base porto de Paranaguá (PR), registra avanço de 6,4% na parcial de setembro (até o dia 25), tendo atingido R$ 150,86/sc no dia 24, o maior patamar nominal da série do Cepea (iniciada em março de 2006) e apenas um pouco abaixo do recorde real, de R$ 153,40, registrado no dia 31 de agosto de 2012 (valores diários foram deflacionados pelo IGP-DI de agosto/20).

Conforme boletim informativo do Cepe, na sexta-feira, 25, o Indicador cedeu 2,8% frente ao dia anterior, fechando a R$ 146,63/sc. A valorização da soja segue desafiando as indústrias brasileiras, mas muitas indicam estar conseguindo repassar as altas do grão aos derivados, diante da firme procura por farelo e óleo de soja. Levantamento do Cepea mostra que o óleo, inclusive, é negociado acima de R$ 6,8 mil por tonelada, recorde nominal da série do Cepea e o maior patamar real desde março de 2008. 

Fonte: Agrolink - Aline Merladete

Segunda, 28 de Setembro de 2020
Mercado de Carnes
Mercado de Carnes Fonte: AF News Agricola

Nos últimos dias, o mercado de reposição apresentou morosidade de negócios entre as principais praças pecuárias do Brasil, relata a IHS Markit, refletindo os preços recordes dos animais jovens.

 “Os seguidos movimentos de altas acumuladas na arroba do gado magro ao longo deste ano têm limitado a atuação dos pecuaristas de recria e engorda que, mesmo recebendo preços mais altos pela arroba do boi gordo, ainda se deparam com a relação de troca pouco favorável”, destaca a consultoria.

Outro fator limitante para o avanço da liquidez nos leilões de animais jovens é o encarecimento dos custos com a ração animal, que também prejudica a lucratividade da atividade e as escolhas dos pecuaristas, acrescenta a IHS Markit.

Neste contexto, a retração na procura pela reposição gerou espaço para ajustes negativos nos preços do gado magro entre algumas regiões pecuárias ao longo desta semana, principalmente na cotação de categorias mais jovens.

Segundo apurou a IHS Markit, na região Noroeste de São Paulo, o bezerro macho de 7-12 meses era negociado na última quinta-feira a R$ 2.300/cab., ante o preço de R$ 2.400/cab. registrado na quinta-feira anterior. Nesta mesma base de comparação, o valor da bezerra em São Paulo caiu de R$ 2.050/cab. para R$ 2.000/cab.

No entanto, de acordo com análise da consultoria, mesmo diante das correções negativas registradas nos últimos dias, os preços pagos pela arroba na reposição seguem em níveis recordes e deve, ao menos no curto e médio prazos, manter os patamares altos, uma vez que a baixa disponibilidade de bezerros e bezerras limita o espaço para quedas mais severas nas cotações.

Segundo a IHS Markit, o setor de bovinocultura de corte vive um momento de oferta restrita de animais, reflexo do aumento do abate de fêmeas nos últimos anos, que diminuiu o contingente do rebanho brasileiro. “Com a manutenção do abate de novilhas em função dos elevados preços dessa categoria, a disponibilidade de gado jovem deve se manter ajustada no curto prazo”, prevê a consultoria.

Fonte: AF News Agricola

Segunda, 28 de Setembro de 2020
Dólar reverte queda e sobe mais de 1% com exterior e cautela sobre fiscal
Dólar reverte queda e sobe mais de 1% com exterior e cautela sobre fiscal Fonte: Noticias Agrícolas

O dólar abandonou queda de mais cedo e passou a subir mais de 1% ante o real nesta segunda-feira, seguindo em parte a tomada de fôlego da divisa no exterior, num início de semana com atenções voltadas a discussões sobre medidas relacionadas ao fiscal.

Às 12h37, o dólar avançava 1,21%, a 5,6208 reais na venda, depois de subir há pouco 1,26%, para 5,624 reais.

Na B3, o dólar futuro subia 0,99%, a 5,6185 reais, após cair a 5,5120 reais na mínima da sessão.

O real caía com rublo russo, lira turca, peso mexicano e peso argentino, moedas emergentes assim como a brasileira. O índice do dólar ante uma cesta de divisas fortes ainda caía 0,17%, mas chegou a recuar 0,44% na mínima.

Do noticiário doméstico, a expectativa por fala do presidente Jair Bolsonaro, com chance de ser acompanhada por declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, também adicionava volatilidade às operações. Esteve prevista para esta manhã reunião do presidente com ministros e líderes para fechar detalhes da proposta da nova etapa da reforma tributária e do Renda Cidadã.

O secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, afirmou nesta segunda-feira que uma nova proposta de renda mínima está sendo discutida e que será anunciada "no tempo devido", com indicação das suas fontes de financiamento.

Segundo fontes de mercado, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, disse que o debate sobre eventual derrubada do teto de gastos públicos deve ser feito só em 2022.

Profissionais citaram ainda como pano de fundo para os negócios nesta segunda notícias de que líderes do Congresso e o governo querem que Renda Cidadã seja mantido por recursos destinados a precatórios --o que indicaria ausência de corte de gastos.

"O real é um mercado que está 'sem dono'. A agenda está fraca, isso abre espaço para volatilidade mais alta mesmo", disse um operador.

No exterior, as atenções se voltavam para o debate, na terça-feira, entre os candidatos à Presidência dos EUA: o republicano Donald Trump, atual mandatário; e o democrata Joe Biden.

"A proximidade com as eleições presidenciais nos EUA e as incertezas trazidas por um possível mandato democrata continuam a pesar nas decisões de investimento", disse em nota Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.

(Reportagem adicional de José de Castro; Edição de Isabel Versiani)

Fonte: Noticias Agrícolas - Luana Maria Benedito

Sexta, 25 de Setembro de 2020
Expointer começa neste sábado (26)
Expointer começa neste sábado (26) Fonte: Agrolink

Feira funcionará de forma híbrida, com atividades no parque e on-line

 

Depois de ser cancelada em função da pandemia a Expointer começa neste sábado (26) e segue até o dia 4 de outubro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). Prometendo ser o maior evento on-line do agronegócio, a feira será em formato híbrido: com atividades presenciais no parque e transmissão pela internet.

Serão quatro canais diferentes em uma plataforma que vão trazer notícias, debates, entrevistas, provas técnicas, leilões de animais, lançamentos de produtos e shows. O conteúdo tem acesso gratuito.

Animais em exposição

Depois dos cavalos foi a vez dos ovinos chegarem. Nesta quinta-feira (24) desembarcaram 31 ovinos de diferentes raças, todos vindos do Paraná. Até o momento 128 animais já estão instalados no parque, incluindo os 97 cavalos crioulos.
São esperados 230 ovinos das raças Texel, Poll Dorset, Suffolk, Naturalmente Coloridos, Merino Australiano, Corriedale, Crioula e Dorper; 26 bovinos de corte das raças Charolês, Simental e Simbrasil; 74 bovinos de leite da raça Holandês; 687 equinos das raças Quarto de Milha, Árabe e Crioula.

Agricultura familiar

Uma das mais visitadas atrações da feira todos os anos vai funcionar em drive-thru. Serão 55 empreendimentos divididos em 52 estandes, cada um com três vagas para estacionar. Vão ser comercializados produtos como salames, pães, bebidas, queijos e artesanato. 

Os visitantes poderão acessar os estandes de dentro de seus carros, fazer as compras e consumir em casa. A entrada será exclusivamente pelo Portão 1. Outra opção é fazer a compra pela plataforma e combinar a entrega com o vendedor. No ano passado as vendas da agricultura familiar somou R$ 4,5 milhões. 

Cuidados de saúde

Todos os moradores temporários do parque e servidores passarão por testes rápidos da Covid-19. Todas as pessoas que ingressarem no parque seguirão os protocolos do Ministério da Saúde, como medição de temperatura, distanciamento físico, uso de máscara de proteção facial e álcool gel.

Conforme o subsecretário do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, José Arthur Martins, a maioria das atividades ocorrerá em espaços abertos. De acordo com Martins, nos locais de julgamentos e provas, haverá demarcação dos espaços disponíveis para ocupação, respeitando o distanciamento de um metro e meio entre cada pessoa.

Fonte: Agrolink - Eliza Maliszewski