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Terça, 12 de Janeiro de 2021
Embrapa recebe R$ 1,4 milhão para conclusão do laboratório Quarentenário Nacional
Embrapa recebe R$ 1,4 milhão para conclusão do laboratório Quarentenário Nacional Fonte: Portal DBO

Unidades serve às espécies vegetais, incluindo pastagens, para pesquisa e identificação de qualquer tipo de praga.

A Embrapa recebeu R$ 1,4 milhão para término da construção do prédio do Laboratório Quarentenário Nacional, da Estação Quarentenária da Embrapa, em Brasília. A verba foi repassada à Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília-DF) pelo Ministério da Agricultura.

O recurso, recebido por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED), também vai assegurar a ampliação dos serviços quarentenários em território brasileiro, a partir da integração das equipes da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia com o Serviço Quarentenário Nacional, da Secretaria de Defesa Agropecuária do ministério.

Segundo a chefe-geral da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Cléria Inglis, a liberação desse montante se deu por meio de uma articulação com a deputada Bia Kices (PSL-DF), que solicitou a TED, oriunda de um recurso extra orçamentário, ao ministério.

Com isso, um total de R$ 1,216 milhão será aplicado em obras do laboratório e na construção de um galpão para colocar maquinários. Para aquisição de equipamentos para instalação de datacenter e a estruturação de equipamentos do Laboratório Quarentenário Nacional serão investidos outros R$ 253,89 mil. “A meta é equipar a estrutura de armazenamento de dados, laboratórios e trabalhos técnicos”, disse.

Nova instalação

Instalada na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, a Estação Quarentenária é credenciada pelo ministério para fazer os serviços referentes à quarentena de espécies vegetais, incluindo pastagens, com a finalidade de pesquisa e identificação de qualquer tipo de praga (insetos, ácaros, fungos e bactérias, nematoides, plantas infestantes e vírus).

Desde sua criação em 1976 até 2019, o serviço barrou um total de 90 pragas exóticas encontradas em diversas culturas que deram entrada no Brasil para utilização em pesquisa.

Fonte: Portal DBO

Sexta, 22 de Janeiro de 2021
Tecnologia induz chuva e pode ajudar agricultura em épocas mais secas
Tecnologia induz chuva e pode ajudar agricultura em épocas mais secas Fonte: Canal Rural

A Modclima detém tecnologia para acelerar a formação de nuvens de chuva; a ferramenta está ganhando popularidade entre agricultores

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) arregaçou as mangas e decidiu fazer chover para tentar aliviar o déficit hídrico nas bacias hidrográficas. “A primeira chuva induzida ocorreu em 9 de dezembro sobre a Bacia do Passaúna. O processo, chamado de semeadura de nuvens, provocou até o momento 12 chuvas”, diz, em nota.

A empresa responsável pelo feito foi a Modclima, que deu seus primeiros passos em 1998. O diretor de operações, Ricardo Imai, conta que o projeto nasceu junto à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Foram sete anos desenvolvendo e validando a tecnologia até fechar o primeiro contrato, em 2005.

Foi a partir de 2010, quando as chuvas aumentaram em São Paulo, que a empresa começou a diversificar mais as áreas de atuação. “Começamos com um projeto no Maranhão, com produtores de soja. Foram dez horas de voo para derrubar algumas chuvas e eles conhecerem a tecnologia. Foi tão legal que acabamos voltando mais duas vezes, uma na safrinha e outra em anos posteriores”, conta.

De lá para cá, a empresa já atendeu produtores de grãos, cacau, cana e silvicultura. “Toda atividade agrícola tem dependência muito grande das chuvas. Começamos com atendimentos emergenciais e passamos para prevenções contra a seca. A tecnologia, foi concebida para aproveitar momentos de chuva. Não existe mágica, sem nuvens não voamos”, diz.

‘Trabalhamos com nuvens’

A Modclima destaca que a tecnologia não usa nenhum produto químico, sendo 100% limpa. “O processo é inteiramente físico e envolve princípios de termodinâmica e transferência de calor, como ocorre no desenvolvimento natural da nuvem. Apenas aceleramos o processo visando a precipitação em determinada área alvo”, diz, em seu site.

Basicamente, a tecnologia consiste em sobrevoar uma área com nuvens cumulus e liberar gotas de tamanho controlado para acelerar o processo natural dentro da nuvem. “Fazemos isso dentro do período molhado, para otimizar a quantidade e a distribuição da chuva”, afirma Imai.

O trabalho começa cerca de dez dias antes de o avião decolar. Primeiro, são identificadas as características geográficas e climatológicas da fazenda ou do grupo de fazendas. ” Se eu chegar no momento errado, vou pegar um céu azul e nuvens sem água. Não é qualquer período e não existem dois lugares iguais no Brasil”, diz.

Após as primeiras chuvas, a umidade que chega ao solo retorna para a atmosfera por evaporação e evapo-transpiração, gerando condições para o surgimento de novas nuvens “semeáveis”, além de precipitações naturais, otimizando o ciclo hidrológico natural.

Imai diz que além de beneficiar diretamente as lavouras, o abastecimento humano e o meio ambiente acabam sendo beneficiados indiretamente, com a diminuição dos riscos de incêndio e a maior umidade na mata.

É aplicável na agricultura? Vale a pena provocar chuva?

O produtor do Sul do Brasil viveu uma estiagem intensa este ano, mais uma vez. Os prejuízos para a produtividade das lavouras são imensos, o que coloca em risco toda a questão de abastecimento.

A Modclima acredita que a tecnologia pode ser parte de uma estratégia preventiva contra a seca, tanto para enfrentar a desertificação como para promover a melhoria da convivência com a seca e promover incremento de água para agricultura.

“Mudamos nossa visão do atendimento emergencial para o incremento de produtividade. Para muitas culturas, inclusive a cana-de-açúcar, a resposta à chuva é muito rápida”, diz.

De acordo com Imai, a cada dez nuvens semeada, sete vem ao chão. A quantidade de chuva vai depender do tamanho da nuvem cumulus e da umidade disponível nela.

Uma prova de que a tecnologia funciona e compensa economicamente, segundo o diretor, é que tem se popularizado no boca a boca, inclusive com produtores contratando a empresa mais vezes. “Temos mais de 20 projetos agrícolas, inclusive em Gabão, na África, para uma empresa que trabalha com 300 mil hectares de palma”, diz. “A tecnologia é mais uma ferramenta de peso na mão do agricultor”, complementa.

A empresa destaca que para o setor agrícola, os projetos são customizados, oferecendo soluções para enfrentar e conviver com a seca e para atender as necessidades de grupos de produtores ou cooperativas com uma área mínima de 30 mil hectares.

De acordo com a Modclima, o preço final do trabalho vai depender do número de horas de voo, da área total do projeto, do histórico climatológico na região e da logística necessária.

Fonte: Canal Rural

Sexta, 22 de Janeiro de 2021
Pêssegos com tecnologia da Embrapa ganham mercados no Hemisfério Norte
Pêssegos com tecnologia da Embrapa ganham mercados no Hemisfério Norte Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Há duas safras, produtores brasileiros de pêssego têm aproveitado um intervalo de produção das safras do Hemisfério Norte para exportar a fruta para França e Canadá. Entre os motivos que levaram a essa conquista estão duas variedades desenvolvidas pela Embrapa Clima Temperado (RS), a BRS Kampai e a BRS Fascínio. Os frutos de ambas somaram mais de 60 toneladas nas exportações brasileiras de pêssego em 2020.

Segundo a pesquisadora Maria do Carmo Raseira, uma das responsáveis pelo desenvolvimento das variedades, o volume exportado ainda é pequeno, porém, abre um caminho que pode ser expandido. “Ver o pêssego daqui exportado tem um significado muito importante, pois são frutas de cultivares brasileiras e cultivadas no Brasil”.

As variedades BRS Kampai e BRS Fascínio se destacam para exportação, segundo a pesquisadora, principalmente porque apresentam firmeza suficiente para aguentar cerca de 12 horas de transporte aéreo sem danos, além da boa cor e sabor. As variedades de polpa branca, como é o caso de ambas, geralmente são muito macias. Há mais de uma década, a pesquisa da Embrapa priorizou melhorar a firmeza deste tipo de polpa, resultando nessas variedades.

Participação do produtor é fundamental

Além das características do material, a pesquisadora destaca o trabalho dos produtores no manejo dos pomares para a expressão da qualidade das cultivares. “As variedades têm potencial genético. Mas, a expressão desse potencial depende muito do trabalho do produtor, por isso, há muito mérito deles”, completa.

A propriedade Irmãos Parise, localizada em Jarinu (SP), é a responsável pela exportação. Há cerca de 30 anos, a família se dedica à produção de frutas para o mercado interno, sendo o pêssego o carro-chefe. São 19 anos com a cultura. Eles também produzem atemóia, caqui, pitaya, lichia, tangerina, goiaba e manga. O objetivo é trabalhar com um leque diversificado de frutas para produzir e comercializar durante o ano inteiro.

As primeiras frutas exportadas pela propriedade, em 2018, foram a atemoia, o caqui e a lichia, dado o volume de produção e a qualidade adequada ao cliente externo. Atualmente, o mercado para essas frutas no Canadá e União Europeia já está consolidado. O próximo passo foi a inserção do pêssego no mercado internacional.

Todas as frutas que chegam ao Hemisfério Norte são das variedades BRS Kampai e BRS Fascínio, já que suas características atendem a mercados exigentes, como o europeu. “[As variedades] atendem as demandas por sabor, coloração e durabilidade da fruta. Por isso, a exportação é 100% de pêssego desenvolvido pela Embrapa”, informa Rodrigo Parise, um dos responsáveis pela empresa.

As exportações tiveram início em 2019, para Paris, na França. Foram embarcadas cerca de 20 toneladas de pêssegos da variedade BRS Kampai e, em seguida, da BRS Fascínio. A preocupação inicial foi com a logística e a durabilidade. Mas, de acordo com o produtor, as variedades atenderam às necessidades. “No segundo embarque a gente já obteve confiança”, conta.

A safra em países produtores do Hemisfério Norte, como México, Estados Unidos e Canadá, vai de junho a meados de setembro. É justamente quando termina a oferta por lá que o pêssego brasileiro pode abastecer o mercado. A janela para a comercialização da safra brasileira vai de outubro a janeiro, dependendo da região e do ciclo da variedade cultivada por aqui.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019 o Brasil foi responsável pela produção de 183,1 mil toneladas de pêssego, em cerca de 16 mil hectares colhidos. O maior estado produtor é o Rio Grande do Sul, com produção de 110,2 mil toneladas, em 11,8 mil hectares. São Paulo fica em segundo lugar, com 32,9 mil toneladas, em 1,5 mil hectares. Na sequência, os maiores produtores são Santa Catarina, Minas Gerais, Paraná e Espírito Santo.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Sexta, 22 de Janeiro de 2021
Mercado de milho pode ter maior movimentação, com alta do dólar
Mercado de milho pode ter maior movimentação, com alta do dólar Fonte: Safras & Mercados

O mercado brasileiro de milho pode ter uma maior movimentação nesta sexta-feira, com a alta do dólar frente ao real e com a maior disposição dos produtores em aumentar as fixações de venda em algumas regiões. No cenário internacional, a Bolsa de Mercadorias de Chicago opera em queda, revertendo os ganhos da última sessão.

     Ontem (21), o mercado brasileiro de milho manteve preços estáveis. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, há efetivo aumento da fixação de oferta em alguns estados, mas até momento não foi evidenciada agressiva queda dos preços. “As dificuldades de abastecimento tendem a se acentuar com o avanço da colheita da soja e o encarecimento do custo de frete”, adverte.

     No Porto de Santos, o preço ficou em R$ 82,00/87,00 a saca. No Porto de Paranaguá (PR), preço em R$ 82,00/87,00 a saca.

     No Paraná, a cotação ficou em R$ 80,00/82,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 83,00/85,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 86,00/88,00 a saca.

     No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 86,00/87,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 80,00/82,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 76,00 – R$ 77,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 73,00/75,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

* Os contratos do milho com vencimento em março operam com baixa de 8,75 centavos, ou 1,66%, neste momento, cotados a US$ 5,15 1/2 por bushel.

* O cereal sofre pressão de chuvas benéficas às lavouras na América do Sul. Na semana, o contrato março acumula perdas em torno de 3% de neste momento.

* O mercado aguarda, agora, os números para as vendas semanais

norte-americanas, que serão divulgados às 10h30 (horário de Brasília). A aposta é de embarques entre 600 mil e 1,2 milhão de toneladas.

* Ontem (21), os contratos de milho com entrega em março/21 fecharam a US$ 5,24 1/4, alta de 2,25 centavos de dólar, ou 0,43%, em relação ao fechamento anterior.

CÂMBIO

* O dólar comercial opera com valorização de 0,8%, cotado a R$ 5,407.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas da Ásia encerraram em baixa. Xangai, -0,4%. Tóquio, -0,44%.

* As principais bolsas na Europa operam em baixa. Paris, -1,26%; e Londres, -0,69%.

* O petróleo opera em baixa. Março do WTI em NY: US$ 51,73 o barril (-2,65%).

* O Dollar Index registra alta de 0,04%, a 90,16 pontos.

AGENDA

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 10h30min.

– A posição dos estoques de petróleo dos EUA até sexta-feira da semana passada será publicada às 13h0 pelo Departamento de Energia (DoE).

– Dados de desenvolvimento das lavouras do Mato Grosso – IMEA, na parte da tarde.

Fonte: Safras & Mercado - Arno Baasch

Sexta, 22 de Janeiro de 2021
Governo federal se compromete com isenção de exportações para o PMA
Governo federal se compromete com isenção de exportações para o PMA Fonte: Agência Brasil

O governo brasileiro garantiu que não vai impor restrições a exportações de produtos ligados ao Programa Mundial de Alimentos (PMA). O compromisso visa “facilitar os fluxos internacionais de bens e serviços necessários para a resposta à pandemia” e garantir às populações mais necessitadas o acesso à alimentação. Segundo o governo federal, o mesmo compromisso também foi firmado por outros 78 membros da Organização Mundial do Comércio (OMC). A organização conta com 164 membros no total.

O compromisso foi divulgado hoje (21), em nota conjunta assinada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e pelo Ministério das Relações Exteriores. “[O Brasil e outros 78 membros] adotaram hoje, 21 de janeiro, em Genebra, declaração conjunta de compromisso em favor da isenção das aquisições para fins humanitários realizadas pelo PMA da imposição de medidas de proibição ou restrição às exportações. O conjunto dos copatrocinadores representa mais de 70% das exportações agrícolas mundiais”, afirmaram os dois ministérios.

“O contexto da pandemia de covid-19 e a imposição de medidas de proibição ou restrição às exportações de produtos agrícolas em 2020 ampliaram os desafios já existentes para as operações do PMA. O Programa estima que o número de pessoas em situação de insegurança alimentar aguda nos países em que opera aumentou para 270 milhões até o fim de 2020, o que representa um aumento de 82% em relação ao nível pré-covid-19”, acrescentam as pastas.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a pandemia de covid-19 aumentou o quadro de desnutrição na região mais populosa do mundo, a Ásia-Pacífico. O aumento nos preços de frutas, vegetais e derivados do leite dificultou o acesso dos mais pobres a uma alimentação saudável. Segundo relatório da ONU, a situação é mais grave para mães e crianças. Segundo a entidade, dois bilhões de pessoas estão sendo afetadas na região.

O PMA é um programa da ONU de ajuda alimentar multilateral, que tem a participação de países-membros das Nações Unidas. O programa recebe doações de governos, de empresas e doações anônimas e doa alimentos a populações carentes em regiões pobres do mundo e presta assistência em situações de emergência. Só em 2019, o programa atendeu 97 milhões de pessoas em 88 países. O objetivo é alcançar a segurança alimentar e acabar com a fome até 2030.

Fonte: Agência Brasil – Marcelo Brandão

Imagem: Marcelo Camargo

Sexta, 22 de Janeiro de 2021
Agricultura de Precisão: tendências tecnológicas impulsionam setor
Agricultura de Precisão: tendências tecnológicas impulsionam setor Fonte: AF News Agrícola

Embrapa projeta digitalização do agronegócio até 2030.

O agronegócio representa em torno de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) e 50% das exportações do Brasil. O desenvolvimento agrário impacta diretamente na riqueza da nação o que leva empresários do setor e investidores a traçarem tendências tecnológicas capazes de impulsionar ganhos.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) realizou um estudo de megatendências para o agronegócio para os próximos dez anos. Denominado "Visão 2030: o futuro da agricultura brasileira", o levantamento elenca pontos como mudanças climáticas, espaciais e socioeconômicas, a necessidade de agregar valor às cadeias produtivas para agradar ao consumidor cada vez mais exigente e a gestão para a redução dos riscos que geram perda anual de R$ 11 bilhões – o que equivale a 1% do PIB da agricultura nacional.

A pesquisa ressalta a importância do conhecimento e da prática de estratégias tecnológicas aplicadas na agricultura de precisão. A necessidade foi confirmada por outra investigação da Embrapa, desta vez em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que entrevistou 753 produtores sobre tecnologia e agronegócio.

Cerca de 84% dos produtores responderam que já utilizam ao menos uma tecnologia no processo de produção; 70% usam internet e tecnologia em atividades relacionadas à produção rural e 57,5% recorrem às mídias sociais para divulgar dados ou produtos. O uso da tecnologia é o ponto de partida para alcançar a meta de digitalizar o agronegócio até 2030.

Futuro tecnológico do agronegócio

A pesquisa da Embrapa e do Sebrae projeta que a fazenda do futuro será norteada pela otimização do uso de recursos e insumos, por meio de sistemas ciber-físicos, transversais e interdisciplinares. A inovação vai demandar monitoramento e automatização, com instalação de sensores ligados à internet, que vão gerar grande volume de dados. Eles serão filtrados e armazenados em nuvem para serem analisados por inteligência artificial.

O Agro 4.0 dependerá de tecnologia em todas as etapas. Durante a pré-produção, espera-se aplicar inovações no melhoramento genético, na biotecnologia e na bioinformática. Na produção, serão alvo de atualização a agricultura de precisão e equipamentos diversos. Já na pós-produção, a tecnologia tende a gerar melhorias na logística, no transporte e no armazenamento.

Em todas as etapas, aplicativos para diversas finalidades como previsão do tempo, identificação de pragas, gerenciamento da produção, contratação de serviços privados de satélites e drones, instalação de sensores terrestres, GPS, sistemas de informações geográficas (SIG) serão importantes para o planejamento.

A telemetria também é outra peça relevante nesse contexto, afinal permite a medição remota e a comunicação de informações entre sistemas, por meio de dispositivos sem fio - como ondas de rádio ou sinais de satélite. Os equipamentos podem ser acessados à distância por meio de tecnologias de comunicação, o que facilita o monitoramento de geradores, por exemplo, que dão suporte ao abastecimento no meio rural.

A tendência é de aumento de demanda por especialistas nessas áreas e da necessidade de acesso às tecnologias desenvolvidas que podem ser aplicadas no campo. Governo, cooperativas, associações, sindicatos, startups e universidades devem auxiliar neste processo.

Desafios para digitalizar

As entrevistas feitas pela Embrapa e pelo Sebrae apontaram ao menos três desafios para as propriedades rurais conseguirem instalar e se beneficiar de melhorias tecnológicas.

O primeiro é o valor dos serviços. Até o momento, o custo de equipamentos e de dispositivos ainda é elevado. Se mais empresas competirem por esse mercado, os preços tendem a se tornar mais acessíveis aos clientes. Além disso, instituições financeiras podem disponibilizar linhas de crédito ou financiamento para esse objetivo, cientes da necessidade do setor.

Outro desafio é estabelecer conexão de internet nas áreas rurais. Parece óbvio, mas ainda é uma queixa comum entre produtores e prestadores de serviço. A falta da conexão torna-se um entrave na implantação de outras etapas da digitalização.

O terceiro ponto é divulgar informação e conhecimentos aos produtores sobre opções de tecnologia que podem trazer vantagens ao agronegócio. Ao entender os impactos que podem trazer à produtividade, o empresário pensa na digitalização não como custo, mas como investimento.

Fonte: AF News Agrícola - Giulia Zenidin

 

Quinta, 21 de Janeiro de 2021
Produtores gaúchos começam a colheita de arroz da safra 2020/2021
Produtores gaúchos começam a colheita de arroz da safra 2020/2021 Fonte: Safras & Mercados

     A colheita de arroz da safra 2020/2021 está em andamento no Rio Grande do Sul. Uma lavoura que já começou os trabalhos na segunda-feira (18) fica na região da Planície Costeira Externa, na cidade de Viamão, atendida pelo 15º Núcleo de Assistência Técnica e Extensão Rural (Nate) do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). Além de ser a primeira lavoura da regional a começar a ser colhida, também é uma das primeiras do Estado.

     A propriedade pertence a Cristiano Vieira da Costa e Cristiano Costa Junior, produtores tradicionais de arroz e soja no município. A lavoura foi semeada no dia 14 de setembro, utilizando a cultivar Puitá Inta CL e um sistema de pré-germinado. Foram cultivados 52 hectares de arroz e 40 ha de soja.

     O técnico orizícola Edivane Portela, do 15° Nate, comenta que, nas últimas safras, vem se observando um aumento de produtividade no município de Viamão. “Saímos de aproximadamente 500 hectares quatro anos atrás para quase 6.000 hectares nesta safra. Isso vem refletindo na recuperação de lavouras que estavam inviabilizadas para produção de arroz devido ao advento de plantas daninhas resistentes aos herbicidas,” explica Portela. As informações são do Irga.

Fonte: Safras & Mercado - Rodrigo Ramos

Quinta, 21 de Janeiro de 2021
China autoriza retomada da exportação de carne de 2 unidades da JBS do RS
China autoriza retomada da exportação de carne de 2 unidades da JBS do RS Fonte: Portal DBO

Com a autorização, todas as restrições impostas à exportação da JBS para a China ao longo de 2020 foram levantadas e a companhia volta a ter 25 unidades aptas a exportar para o país asiático

O governo da China publicou nesta quarta-feira (20/1) autorização para retorno da exportação das unidades de suínos, de Três Passos, e de frangos, de Passo Fundo, ambas do JBS, no Rio Grande do Sul. Com isso, todas as restrições impostas à exportação da JBS para a China ao longo de 2020 foram levantadas e a companhia volta a ter 25 unidades aptas a exportar para o país asiático.

A JBS informa em comunicado que a medida reflete o trabalho da empresa em implementar os mais altos níveis sanitários e de qualidade. Desde o início da pandemia da Covid-19, a companhia investiu R$ 2,8 bilhões globalmente na proteção de seus colaboradores e ajuda às comunidades que tiveram impacto da doença.

A JBS tomou a iniciativa de, a partir de julho de 2020, implementar medidas adicionais nas exportações da Friboi (carne bovina) e da Seara (aves e suínos), alinhando-se a práticas adotadas internamente pelas autoridades chinesas. Por esse protocolo, todos os insumos que são recebidos para a produção de alimentos devem ser sanitizados antes do uso. A desinfecção deve ser realizada diariamente no local onde ficam armazenados.

Além disso, a cada embarque de produtos para a China, o interior dos contêineres é sanitizado antes e depois do carregamento. “São procedimentos que previnem a contaminação de produtos e embalagens, utilizando sempre produtos apropriados e aprovados para a indústria alimentícia”, diz a empresa.

Fonte: Portal DBO – Estadão Conteúdo

Quinta, 21 de Janeiro de 2021
Cooperativas agropecuárias do RS apostam na soja para recuperar perdas – FecoAgro/RS
Cooperativas agropecuárias do RS apostam na soja para recuperar perdas – FecoAgro/RS Fonte: Safras & Mercados

Com o plantio finalizado no Rio Grande do Sul, a cultura da soja pode trazer alento aos produtores nesta safra. Depois da quebra do ano anterior, aliada aos prejuízos causados no inverno para a cultura do trigo, a expectativa da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) é que este período seja de normalidade e que o produtor possa usufruir dos preços remuneradores do grão.

     Conforme o presidente da entidade, Paulo Pires, até o momento a cultura vem em bom desenvolvimento, com um leve aumento de área de acordo com os levantamentos dos institutos que fazem estes acompanhamentos. “Mesmo que pequeno, temos uma grande representatividade, pois 2% são pelo menos 120 mil hectares, com mais de 6 milhões de hectares plantados. Temos a cultura praticamente plantada, se tivermos alguma coisa é a safrinha na região das Missões e Alto Uruguai, em regiões com uso de pivô. O plantio foi feito dentro do zoneamento climático e isso gerou a expectativa de uma safra normal”, observa.

     Para o presidente da FecoAgro/RS, é fundamental que esta safra seja de normalidade, pois no período anterior a quebra foi de 47% segundo dados da Rede Técnica Cooperativa. Pires reforça também a queda na cultura do trigo, que vinha com uma perspectiva de recuperação, mas uma geada na segunda quinzena de agosto de 2020 seguida da seca no momento seguinte trouxe perdas de 30% no cereal no Rio Grande do Sul, sendo que as cooperativas tiveram redução de 16% de recebimento na cultura.

     Além disso, a mesma seca que prejudicou o trigo também frustrou a safra de milho com grandes problemas em seu início. Dados da RTC mostram que pelo menos 37% da safra foi perdida. “Foi uma perda de forma distinta. Tivemos muitas perdas totais em regiões mais quentes como as Missões e Santa Rosa e outras regiões mais frias que deveremos ter uma safra até normal. Com uma colheita prevista de 3,5 milhões de toneladas e com consumo de 7 milhões, temos um déficit que precisaremos trazer de algum lugar para alimentar a produção integrada do Rio Grande do Sul”, destaca.

     A expectativa, para o dirigente, está agora no potencial produtivo da soja que vem se demonstrando satisfatório. “Temos regiões com potenciais enormes, bem diferente do ano passado. Tomara que os produtores e as cooperativas tenham uma safra normal e consigamos comercializar nestes preços especiais que o mercado está pagando hoje”, complementa. Com informações da assessoria de imprensa da FecoAgro/RS.

Fonte: Safras & Mercado - Arno Baasch

Quinta, 21 de Janeiro de 2021
Fatores Climáticos: Lavouras de soja devem receber maior volume de chuvas na virada do mês
Fatores Climáticos: Lavouras de soja devem receber maior volume de chuvas na virada do mês Fonte: AF News Agrícola

A tendência é que a chuva se espalhe, inclusive para o Matopiba, entre a última semana de janeiro e a primeira de fevereiro. Confira:

A oscilação dos preços da soja está diretamente ligada com a previsão ou a falta de chuva nas lavouras do Brasil e Argentina que passaram por um longo período de irregularidade nas pancadas e estiagem por conta do La Niña. A partir do início de 2021, a situação melhora principalmente para algumas lavouras do Sul com o retorno da umidade e a tendência é que a chuva continue e se espalhe, inclusive para o Matopiba, entre a última semana de janeiro e a primeira de fevereiro, de acordo com informações da Somar Meteorologia.

Nos próximos dias até o fim da semana que vem, estão previstos mais temporais e acumulados elevados concentrados entre o norte do Rio Grande do Sul e o sul de Minas Gerais e o Rio de Janeiro, passando pelo Paraná, Santa Catarina e metade sul do Mato Grosso. Além do Amazonas e Pará, do Amapá e do Maranhão.

Até o fim deste mês, as chuvas não param na metade sul do país, e continuam com acumulados altos e riscos para transtornos. São precipitações que vêm na forma de temporais.  “A responsável por esta chuva atípica em um ano de La Niña é justamente a condição das águas mais aquecidas do Atlântico na costa do Sul”, explica Celso Oliveira da Somar Meteorologia. Segundo ele, a chuva que tem acontecido na Argentina também colaborou para a queda dos preços das principais commodities.

Grande parte da chuva dos próximos dias está relacionada também à área de baixa pressão atmosférica no Paraguai, Argentina e o oeste da região Sul. “A partir do dia 27 de janeiro teremos a influência da formação de uma nova frente fria na costa do sul do país, que ajudará a trazer temporais em boa parte da região. Além de organizar um corredor de umidade que vem da Amazônia, que alimenta ainda mais as chuvas intensas”, diz Oliveira. Segundo ele, essa mesma frente fria vai organizar uma área de baixa pressão atmosférica na costa de São Paulo, que manterá o corredor de umidade do Amazonas ao Sul e Sudeste do país, a partir do dia 28.

Nos próximos dias a chuva seguirá ainda constante e bem volumosa no Amapá, devido à atuação da Zona de Convergência Intertropical que fica parada naquela região. E em boa parte da região Norte, a chuva é intensa ainda e com acumulados altos, devido ao calor e alta umidade. Por outro lado, em boa parte da Bahia o tempo seguirá seco. “A chuva para as áreas de grãos do interior do Matopiba só deve ganhar força no início de fevereiro. Até lá, apenas Maranhão, Piauí e Ceará têm pancadas mais significativas”, finaliza o meteorologista da Somar.

Fonte: AF News Agrícola - Giulia Zenidin

Quinta, 21 de Janeiro de 2021
Monitor do PIB aponta alta de 1,1% na atividade econômica em novembro
Monitor do PIB aponta alta de 1,1% na atividade econômica em novembro Fonte: Agência Brasil

A atividade econômica teve alta de 1,1% em novembro, em relação a outubro. É o que mostra o Monitor do PIB-FGV, divulgado hoje (21), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). No trimestre móvel que terminou em novembro, se comparado ao trimestre móvel concluído em agosto, o avanço ficou em 4,4%. 

Já na comparação interanual, o movimento foi diferente e a economia apresentou queda de 0,6% em novembro. Apesar de ainda estar em retração, esse percentual significou a menor queda desde o início da pandemia, na comparação com o mesmo mês de 2019. No trimestre móvel encerrado em novembro a queda foi de 1,7%. No acumulado do ano até novembro, o PIB (Produto Interno Bruto - a soma de todas as riquezas produzidas no país)  em valores correntes ficou em aproximadamente R$ 6 trilhões 766 bilhões 288 milhões.

Para o coordenador do Monitor do PIB-FGV, Cláudio Considera, o crescimento de 1,1% da economia em novembro em relação a outubro reflete a expansão registrada nas três grandes atividades econômicas: agropecuária, indústria e serviços. 

Já pela demanda, o consumo das famílias recuou no mês, em grande parte, por causa da influência do fraco desempenho do consumo de serviços ainda impactado pelo isolamento social. Mas, segundo o economista, houve compensações e a economia apresenta sinais de retomada, embora ainda em ritmo lento.

“Em contrapartida, a formação bruta de capital fixo ajudou a compensar essa queda, crescendo 1,2%, mostrando recuperação dos investimentos. Embora ainda esteja em patamar muito abaixo do nível pré-pandemia, a economia dá sinais de retomada, ainda que lenta, no que parece ser a volta a seu antigo normal de crescimento fraco e instável”, observou.

Consumo das famílias

O Monitor do PIB-FGV indicou que o consumo das famílias caiu 3,0% no trimestre móvel de setembro a novembro, em relação ao mesmo período de 2019. De acordo com o Ibre, embora ainda com variações menos negativas, o consumo segue com tendência ascendente, desde a histórica queda de 12,2% no segundo trimestre. 

Na avaliação do Monitor, essa trajetória menos negativa, na maior parte, é resultado do desempenho do consumo de bens, uma vez que o consumo de serviços tem registrado recuperação mais lenta. Esse tipo de consumo também tem apresentado taxas menos negativas desde o resultado do segundo trimestre.

Já na análise mensal de novembro de 2020 com o mesmo mês em 2019, o consumo de serviços também registrou recuo entre os componentes do consumo. Segundo o Ibre, isso ocorreu, principalmente, por causa das retrações do consumo de alojamento, alimentação e demais serviços prestados às famílias, que dependem de interação social, dificultada pela pandemia. 

Conforme o Monitor, o destaque entre os bens, têm relação direta com o desempenho positivo dos produtos duráveis, que cresceram 8,9% em novembro. Esses produtos são menos dificultados pelo isolamento social, e podem ser comprados por meio do comércio eletrônico.

Formação bruta de capital fixo

Após sete quedas consecutivas, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) voltou a crescer e apresentou avanço de 1,0% no trimestre móvel concluído em novembro, se comparado ao mesmo trimestre de 2019. O crescimento, de acordo com o Ibre, é decorrente do desempenho positivo de máquinas e equipamentos (3,4%) e da construção (0,6%).

Exportação

Ainda segundo o Monitor do PIB-FGV, a exportação de bens e serviços recuou 6,5% no trimestre móvel entre setembro e novembro, em relação ao mesmo trimestre de 2019. A avaliação indicou que houve retração em praticamente todos os componentes nesta comparação. 

As exceções foi a exportação de bens de consumo, que aumentou 17,6%, impulsionada pela elevação de 21% na exportação de bens de consumo não duráveis e de consumos duráveis que cresceram 9,4%, no trimestre. A exportação de produtos da extrativa mineral também apresentou desempenho positivo no trimestre (3,3%).

O volume total exportado de bens e serviços teve queda de 2,9%. Poderia ter sido maior se não tivessem ocorrido crescimentos em três segmentos: bens de consumo (17,3%), produtos da extrativa mineral (13,0%) e bens intermediários (2,5%). O Monitor indicou que a maior queda ocorreu na exportação de produtos agropecuários (27,8%), seguida dos recuos de 24,2% em bens de capital e de 21,5% na exportação de serviços.

Importação

Houve retração também na importação (14,4%) no trimestre móvel de setembro a novembro, na comparação com o mesmo trimestre de 2019. Embora muito negativa, o percentual representa uma melhora em relação ao desempenho anterior. A importação de produtos agropecuários (6,7%) foi o único componente com crescimento. A maior parte dessa retração pode ser explicada pelas quedas acentuadas de bens de capital (-26,4%), bens intermediários (-6,2%) e dos serviços (-30,2%).

O Monitor mostrou, ainda, que, em novembro, a maior parte dos segmentos da importação apresentou expansão. Os únicos em queda foram os segmentos de extrativa mineral e de serviços, que seguem com recuos expressivos desde abril, com taxa de -20,0% em novembro.

Ainda conforme a pesquisa, todas as atividades econômicas foram impactadas de alguma forma pela chegada da pandemia no Brasil, o que provocou a necessidade de adoção de medidas de isolamento social. A análise apontou que, entre as principais atividades econômicas diretamente atingidas pela covid-19, figura a saúde pública e privada. 

As duas atividades representavam, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 4,3% do PIB em 2018, sendo a saúde pública responsável por 1,9 ponto percentual (p.p.) e a saúde privada pelos outros 2,4 p.p.

O que é Monitor do PIB-FGV

A pesquisa estima mensalmente o PIB brasileiro em volume, em valor corrente e em valor constante a preços de 1995. Ele foi criado para dar à sociedade um indicador mensal do PIB, tendo como base a mesma metodologia das Contas Nacionais do IBGE.

A série começou em 2000 e inclui todas as informações disponíveis das Contas Nacionais do IBGE até o último ano de divulgação e as informações das Contas Nacionais Trimestrais do IBGE (CNT), até o último trimestre divulgado.

Fonte: Agência Brasil – Cristina Índio do Brasil

Imagem: José Paulo Lacerda