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Segunda, 23 de Setembro de 2019
Ocorrência de granizo já é maior que na safra passada.
Ocorrência de granizo já é maior que na safra passada. Fonte: Agrolink

O número de lavouras de tabaco atingidas pelo granizo no Sul do Brasil já é quase quatro vezes maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Nesse sábado, o Departamento Mutualista da Afubra divulgou as estatísticas atualizadas. Desde o início da safra atual, as incidências atingiram 2.082 plantações no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Em 2018, no mesmo período, apenas 529 foram danificadas.

Conforme o gerente técnico da Afubra, Paulo Vicente Ogliari, as microrregiões mais atingidas na última semana foram Santa Cruz do Sul (583), Sobradinho (61), Candelária (261) e Venâncio Aires (92). Na área de Santa Cruz entram os danos registrados em Vale do Sol, Vera Cruz e Passo do Sobrado. As demais incidências foram dispersas, atingindo diversos municípios. As perdas variam a cada propriedade. “Tem alguns prejuízos altos, quando o tabaco está mais desenvolvido, mas em outras regiões, onde o transplante é muito recente, os danos são pequenos ainda”, explicou.

No momento, a equipe técnica da Afubra está no campo, efetuando o levantamento dos danos. Os valores podem aumentar, já que os associados ainda estão entrando em contato com a entidade e avisando os avaliadores. Existem 102 avaliadores nos três estados do Sul e 40 na região. De acordo com o gerente, a previsão é de que o trabalho esteja concluído na próxima quinta-feira. “A gente acredita que estará finalizado na semana que vem, se o tempo se mantiver bom”, ressaltou.

Ogliari lembra aos produtores que não fizeram a contatação do seguro que o prazo vai terminar em 31 de outubro. O sistema mútuo cobre os prejuízos causados pelo granizo e granizo/tufão, de acordo com a modalidade que o associado escolheu no momento de inscrever suas lavouras. Para aqueles que antecipam o pagamento, até o final de setembro, o desconto é de 5%; e até o fim de outubro, 3%.

Fonte: Agrolink

Segunda, 23 de Setembro de 2019
Milho segue valorizado em Chicago nesta 2ªfeira enquanto mercado aguarda números do USDA.
Milho segue valorizado em Chicago nesta 2ªfeira enquanto mercado aguarda números do USDA. Fonte: Noticias Agrícolas

Os preços internacionais do milho futuro seguem apresentando altas na Bolsa de Chicago (CBOT) ao longo desta segunda-feira (23). As principias cotações registravam valorizações entre 2,25 e 2,50 pontos por volta das 11h59 (horário de Brasília).

O vencimento dezembro/19 era cotado à US$ 3,73 com alta de 2,25 pontos, o março/20 valia 3,84 com ganho de 2,25 pontos, o maio/20 era negociado por US$ 3,92 com valorização de 2,50 pontos e o julho/20 tinha valor de US$ 3,97 com elevação de 2,25 pontos.

Segundo informações da Agência Reuters, o milho está mais alto nas compras técnicas e se preocupa com as condições de umidade em partes do centro-oeste dos Estados Unidos. O complemento ao relatório semanal de compromissos da CFTC mostrou que grandes especuladores aumentaram sua posição líquida vendida em futuros de milho CBOT em quase 29.000 contratos na semana até 17 de setembro, para 195.494 lotes.

“Os preços do milho subiram com o mercado aguardando uma atualização sobre o progresso e as condições da safra norte-americana, que está programada para ser emitida ainda nesta segunda-feira”, aponta Nigel Hunt da Reuters Londres.

Além disso, Hunt aponta ainda que, “os revendedores disseram que os dados trimestrais dos estoques de grãos dos EUA, que serão divulgados em 30 de setembro, também fornecerão um foco importante nos próximos dias”.

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A bolsa brasileira também opera com leves altas para o milho nesta segunda-feira, com as principais cotações registrando altas entre 0,35% e 0,83% por volta das 12h17 (horário de Brasília).

O vencimento novembro/19 era cotado à R$ 40,01 com alta de 0,35%, o janeiro/20 valia R$ 41,38 com valorização de 0,68% e o março/20 era negociado por R$ 41,54 com ganho de 0,83%.

A Agrifatto Consultoria aponta que os preços do milho seguiram firmes ao longo deste mês, com as indicações mais altas da ponta compradora reaquecendo as vendas no mercado físico.

“Na última semana, houve reporte de novas vendas no Mato Grosso do Sul ao redor de R$ 30,00/sc (FOB) – para retirada imediata e pagamento no próximo mês. No porto de Paranaguá, os valores orbitaram os R$ 37,50/sc, para entrega no próximo mês e pagamento em novembro – as indicações seguem firmes após altas para o dólar sobre o real”, dizem os analistas.

Fonte: Notícias Agrícolas

Segunda, 23 de Setembro de 2019
Soja sobe mais de 10 pts em Chicago nesta 2ª feira se recuperando após últimas baixas.
Soja sobe mais de 10 pts em Chicago nesta 2ª feira se recuperando após últimas baixas. Fonte: Noticias Agrícolas

A semana começa forte para os preços da soja na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa subiam mais de 11 pontos na manhã desta segunda-feira (23), por volta de 8h (horário de Brasília), com o contrato novembro/19 já voltando a valer US$ 8,95 por bushel. O março tinha US$ 9,20 e o maio, US$ 9,31. 

Segundo analistas internacionais, o mercado recupera parte das últimas correções, mas mantém sua cautela à espera de mais informações entre as relações de Brasil e China, sem desviar seus olhares das condições de clima para a conclusão e colheita da safra dos Estados Unidos. 

O mercado vê os fundos investidores voltarem à ponta compradora depois das perdas de mais de 1% das cotações na última sexta-feira (20), porém, não define ainda uma nova tendência de alta para a soja na CBOT. 

Ainda nesta segunda-feira os traders se atentam também à espera pelo novo reporte semanal do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) de acompanhamento de safras e a expectativa do mercado é que uma nova baixa no índice de lavouras em boas ou excelentes condições, dessa vez de 54% para 53%. A média para o período, dos últimos cinco anos, é de 69%. 

O boletim, porém, chega somente ás 17h (Brasília), após o encerramento dos negócios na CBOT. 

Fonte: Notícias Agrícolas

Segunda, 23 de Setembro de 2019
Estudo busca aumentar produtividade do arroz.
Estudo busca aumentar produtividade do arroz. Fonte: Agrolink

A produtividade do arroz na Índia é baixa em comparação com outros países como China e Japão, embora possua a maior área cultivada com arroz. Agora, cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas sobre Genoma Vegetal (NIPGR) identificaram um gene envolvido na regulação do tamanho do grão de arroz. 

Os pesquisadores descobriram em estudos anteriores que a expressão de um gene específico, OsMed15a, era maior em diferentes estágios do desenvolvimento das sementes. A observação levou-os a explorar ainda mais seu papel. Eles examinaram 509 diferentes genótipos de arroz e descobriram que as sequências nucleotídicas do gene OsMed15a variavam dependendo do tamanho do grão. Verificou-se também que o OsMed15a desempenha um papel importante na regulação da expressão de três outros genes - GW2, GW5 e DR11I - que determinam o tamanho e o peso dos grãos. 

“Quando suprimimos a expressão do OsMed15a em plantas transgênicas usando a tecnologia RNAi, as sementes se tornaram menores e mais largas", explicou Jitender K. Thakur, pesquisador principal, enquanto falava à India Science Wire. Para trabalhos adicionais, o grupo está colaborando com o Instituto Indiano de Biotecnologia Agrícola, baseado em Ranchi, para que o tamanho dos grãos possa ser aumentado substancialmente através de métodos de melhoramento. 

Ele também observou que o tamanho e a forma do grão de arroz não são apenas importantes para aumentar a produtividade, mas também contribuem para o valor de mercado do arroz. “Os índianos preferem grãos de arroz longos e finos. Há um pouco de arroz de grão cheio de aroma agradável. Estamos tentando introgressar o alelo de grãos longos de OsMed15a nessas variedades para que as sementes se tornem mais longas. Esperamos que assim possamos produzir arroz aromático de grãos longos e específicos para o local”, acrescentou. 

Fonte: Agrolink

Segunda, 23 de Setembro de 2019
SRB pede que agro seja poupado em proposta que acaba com a Lei Kandir.
SRB pede que agro seja poupado em proposta que acaba com a Lei Kandir. Fonte: Canal Rural

A Sociedade Rural Brasileira (SRB) divulgou nesta segunda-feira, dia 23, um comunicado contra a inclusão do setor agropecuário na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 42, que propõe o fim da Lei Kandir, “sob pena de enorme retrocesso econômico para o País”. A avaliação da entidade é em resposta à determinação do Ministro da Economia, Paulo Guedes, e de alguns senadores de acabar com a medida.

Para quem não sabe, a Lei Kandir foi criada no ano de 1996 e desonera de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) os produtos primários e bens semielaborados destinados à exportação. Caso a PEC atinja o agronegócio, o imposto passa a incidir sobre as vendas ao exterior de milho, soja, café e proteína animal, podendo tornar esses e outros produtos menos competitivos no mercado internacional.

 “A votação da PEC deve ocorrer ainda nesta semana, tornando iminente o agravamento dos problemas financeiros dos estados, já que os produtores rurais serão penalizados pela ineficiência administrativa de alguns entes federados”, disse o presidente da entidade, Marcelo Vieira.

Segundo um levantamento da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), o fim da Lei Kandir causaria um impacto negativo de R$ 47,8 bilhões em faturamento para o agronegócio brasileiro. Isso significa uma perda de 8,1% no chamado Valor Bruto de Produção (VBP) em relação aos números alcançados pelo setor em 2018. O estudo da OCB mostra ainda a evolução de algumas culturas comparando a atualidade com os anos que precederam a Lei. As exportações de soja, por exemplo, cresceram 654%, enquanto as de milho subiram 3.7678%.

Para a SRB, o debate do fim da Lei Kandir passa, antes de tudo, por uma reforma tributária bem estruturada. Segundo a entidade, o atual sistema tributário é ineficiente, defasado e está em descompasso com o desenvolvimento do agronegócio. Nessa situação, ainda segundo a entidade, acabar com as políticas de isenção apenas sacrifica o setor, responsável por 48% das exportações.

A SRB disse em seu comunicado que reforçará suas articulações no Congresso em defesa da Lei Kandir, dialogando e reivindicando o apoio de senadores para que o agronegócio seja poupado na PEC. 

 

Fonte: Canal Rural

Quinta, 19 de Setembro de 2019
Valor da produção florestal no Brasil atinge R$ 20,6 bilhões.
Valor da produção florestal no Brasil atinge R$ 20,6 bilhões. Fonte: Agência Brasil

O valor da produção florestal registrada por 4.897 municípios brasileiros em 2018 alcançou R$ 20,6 bilhões, aumento de 8% na comparação com o ano anterior.

Desse total, o maior valor de produção foi identificado na silvicultura (R$ 16,3 bilhões), que responde por 79,3% do total, com expansão de 11,1% em relação a 2017, enquanto a extração vegetal apresentou valor de produção de R$ 4,3 bilhões, com retração de 2,7% na mesma comparação.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE -, o valor de produção é a mesma coisa que valor bruto de produção, obtido por meio da multiplicação do preço livre de fretes e impostos pelo total produzido.

Os dados constam da pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura 2018 (PEVS), divulgada pelo IBGE.

A sondagem revela que o número de municípios que responderam pelo valor da produção florestal no ano passado foi ampliado em 60 cidades em comparação a 2017, informou à Agência Brasil o gerente da pesquisa, engenheiro agrônomo Winícius Wagner.

Ele explicou que o valor bruto de produção florestal ficou R$ 1,515 bilhão acima do apurado em 2017, consolidando o terceiro ano consecutivo de crescimento nominal do valor de produção do setor.

Em 2016, o aumento foi de 0,9% e, em 2017, de 2,8%. Wagner disse que a maior participação no valor de produção tem origem no grupo de produtos madeireiros da floresta, atingindo 90,2%. “Somente o valor de produção desse grupo de madeireiros foi 8,5% maior que em 2017”, observou.

O analista do IBGE informou que a queda de 2,7% no valor da produção da extração vegetal em 2018 constitui a terceira retração consecutiva no setor e foi motivada, principalmente, pelo desempenho dos produtos madeireiros, que respondem por 62% do valor de produção florestal do extrativismo e apresentaram, no seu conjunto, queda de 5,2% em 2018 no valor de produção.

“Por eles terem um peso muito grande na lista dos produtos da extração, essa queda de 5,2% do valor de produção desses produtos madeireiros influenciou diretamente o total da extração vegetal no ano de 2018”, explicou.

Maior peso

Winícius Wagner destacou, ainda, que o produto carvão vegetal da silvicultura teve o maior peso no crescimento do valor de produção florestal. “Foi o produto que teve maior influência nesse aumento. Isso por conta da recuperação em 2017 e 2018 do desempenho da indústria siderúrgica, que é o maior mercado consumidor desses produtos, utilizados para consumo energético dessas indústrias”, afirmou.

O valor da produção do carvão vegetal da silvicultura foi R$ 4,1 bilhões em 2018, crescimento de 50,5% na comparação com 2017. O carvão vegetal experimentou expansão da produção anual de 18,9%.

Wagner afirmou que, com o incremento da demanda pelo setor siderúrgico, “a gente percebeu um significativo aumento, o que se refletiu também no preço médio praticado no mercado. Em consequência, houve maior incentivo ao produtor”.

O estado de Minas Gerais concentrou 84,1% da produção nacional de carvão vegetal da silvicultura e mostrou o maior valor de produção da silvicultura (R$ 4,6 bilhões), aumento de 45,7%.

O gerente da pesquisa informou que Minas Gerais passou a liderar também em termos de valor da produção florestal, que engloba silvicultura e extração vegetal, com R$ 4,7 bilhões, incremento de 44,8% no valor de produção, o que representa 22,8% do total nacional, ultrapassando o Paraná, que liderava até então. Em 2018, o Paraná passou para a segunda posição, com R$ 3,6 bilhões.

A análise por municípios revela que Telêmaco Borba, no Paraná, apresentou em 2018 o maior valor de produção florestal (R$ 326,9 milhões), desbancando Três Lagoas (MS) e assumindo a liderança no ranking nacional. Na terceira posição, figura João Pinheiro (MG).

Florestas plantadas crescem 1,3%

Do total de 9,9 milhões de hectares plantados em 2018 em 3.488 municípios, houve aumento de 1,3% na área de florestas plantadas, o que significa 131,8 mil hectares a mais.

Cerca de 70,2% dessas áreas se concentraram nas regiões Sudeste e Sul do Brasil, sendo que o eucalipto tem participação de 76,2% na área de florestas plantadas, com 7,5 milhões de hectares, e o pinus tem 2 milhões de hectares.

Juntos, os dois produtos totalizam 96,3% da cobertura brasileira. Winícius Wagner destacou que, no Sul brasileiro, o pinus predomina, enquanto o eucalipto é encontrado em todo o Brasil.

O grupo de produtos da silvicultura elevou no ano passado sua participação no valor da produção primária florestal para 79,3%.

Segundo a pesquisa, nas duas últimas décadas tem se percebido um movimento forte de substituição de produtos florestais madeireiros do extrativismo pela silvicultura, pressionado pelo mercado produtor, por políticas setoriais, acordos internacionais e pela própria adequação do mercado à legislação vigente, que tem pressionado esse fluxo de substituição da extração pela silvicultura.

Pinus e eucalipto

De acordo com o IBGE, a Região Sul concentra a maior área de florestas plantadas do Brasil (3.485 hectares ou 35,2%), com predomínio do pinus, enquanto no Sudeste, com 3.458 hectares, correspondentes a 34,9% do total nacional, o eucalipto lidera o plantio.

Minas continua com a maior área plantada (mais de 2 milhões de hectares), mostrando aumento de 3,3% em 2018; o Paraná ocupa a segunda posição em termos de florestas plantadas: 1,5 milhão de hectares, dos quais 53,4% se destinam ao desenvolvimento de pinus.

“A gente observa que em Mato Grosso do Sul o setor de silvicultura tem se desenvolvido muito nos últimos anos e, entre os dez municípios com maior área de florestas plantadas do país, cinco estão localizadas no Mato Grosso do Sul” disse o pesquisador.

Ele afirmou, também, que esse estudo de 2018, o estado já aparece na terceira colocação do ranking de maior área de floresta plantada, com 1,133 milhão de hectares.

Destaques

Os principais produtos da extração vegetal são madeira em tora, com maior valor de produção do grupo (R$ 2.785,4 milhões) e redução de 4,9% na produção, total de 11,6 milhões de metros cúbicos no ano pesquisado. O analista do IBGE salientou que, pela primeira vez, Mato Grosso do Sul respondeu pelo maior volume de madeira em tora do país, sendo que esse produto tem o maior peso no valor de produção florestal dentre os produtos da pesquisa.

O carvão vegetal extrativo também teve destaque, porque apresentou a maior retração entre os produtos da extração vegetal (-21,6% no volume de produção), com 338,3 mil toneladas no ano. Wagner justificou a queda como resultado da substituição desses produtos por produtos da silvicultura.

Em contrapartida, observa-se que os produtos extrativos não madeireiros registraram crescimento de 1,8% no valor de produção, atingindo R$ 1,6 bilhão. Já o grupo de produtos alimentícios, considerado o maior entre os produtos não madeireiros, novamente apresentou valor de produção crescente (4,1%), somando R$ 1,3 bilhão, em 2018.

No grupo de produtos alimentícios não madeireiros da extração, o açaí tem o maior valor de produção e registrou volume de 222 mil toneladas produzidas, 0,9% acima do obtido em 2017. Isso representou expansão de 2,5% no valor de produção (R$ 592 milhões.

O açaí participa com 46,3% no valor de produção dos produtos alimentícios. O pesquisador chamou a atenção para a participação do açaí extrativo dentro do total da produção nacional de açaí, equivalente a 12,8%.

Fonte: Agência Brasil

Quinta, 19 de Setembro de 2019
Logística: Tereza Cristina busca investimentos nos Emirados Árabes.
Logística: Tereza Cristina busca investimentos nos Emirados Árabes. Fonte: Canal Rural

O foco da ministra no país, último da missão no Oriente Médio, é atrair recursos para obras que vão solucionar gargalos enfrentados pelo agronegócio.

 

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, deu início nesta quinta-feira, 19, à agenda de compromissos nos Emirados Árabes, último país da missão ao Oriente Médio. Lá, ela busca atrair investimentos para obras de infraestrutura no Brasil, que vão solucionar gargalos enfrentados pelo agronegócio.

Com o diretor-geral da Agência de Agricultura e Segurança Alimentar de Abu Dhabi, Saeed Al Amheri, Tereza Cristina tratou de oportunidades dentro dos projetos do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), entre eles a Ferrogrão e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, corredores ferroviários que serão importantes para o escoamento da produção de grãos e transporte até os portos.

Brasil e os Emirados Árabes assinaram, em março, um Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI), com o objetivo de estimular, simplificar e apoiar investimentos bilaterais. Os diretores da agência sugeriram que o Brasil envie uma lista com os projetos considerados mais exitosos. Eles demonstraram interesse também em firmar cooperações com a Embrapa, que conheceram em 2017.

A ministra fez um convite para que os diretores voltem ao Brasil para revisitar a Embrapa e verem a nova gestão do governo federal. “Temos pressa. O Brasil ficou muito tempo fechado. Vamos diversificar nossos produtos, agregar valor às nossas exportações, e ousar nos projetos agropecuários”, disse a ministra.

Em 2018, as exportações agropecuárias para os Emirados Árabes somaram US$ 1,273 bilhão (2,121 milhões de toneladas). Os principais produtos da pauta exportadora são: carne de frango (in natura), açúcar (bruto), carne bovina (in natura), açúcar refinado, fumo (não manufaturado) e milho. Castanhas e frutas são alguns itens que o Brasil deseja incluir no comércio bilateral.

Tereza Cristina destacou os avanços que a agricultura dos Emirados Árabes alcançou, mesmo com clima desfavorável e pouca disponibilidade de água. As técnicas usadas e os resultados, segundo a ministra, servem de estímulo para os produtores brasileiros inovarem.

“Com muito entusiasmo [vejo as técnicas adotadas nos Emirados Árabes], me motiva mais a fazer com que os produtores brasileiros possam crescer mais, pois vemos a dificuldade de vocês com água e clima e estão avançando. No Brasil, temos muita água, solo, tecnologia, mas precisamos saber vender melhor nossos produtos”, afirmou em entrevista à imprensa local.

A ministra destacou que, em outubro, o presidente Jair Bolsonaro visitará o Oriente Médio para reforçar as parcerias comerciais com a região.

Fonte: Canal Rural

Quinta, 19 de Setembro de 2019
Cotações ganham força e milho se valoriza em Chicago nesta quinta-feira.
Cotações ganham força e milho se valoriza em Chicago nesta quinta-feira. Fonte: Noticias Agrícolas

Os preços internacionais do milho futuro ganharam força nesta quinta-feira (19) e registram pequenas valorizações na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam altas entre 1,75 e 2,25 pontos por volta das 12h23 (horário de Brasília).

O vencimento dezembro/19 era cotado à US$ 3,73 com alta de 2 pontos, o março/20 valia US$ 3,84 com a ganho de 2,25 pontos, o maio/20 era negociado por US$ 3,92 com valorização de 2 pontos e o julho/20 tinha valor de US$ 3,98 com elevação de 1,75 pontos.

Segundo informações da Farm Futures, depois de começarem o dia um pouco mais baixos, os preços do milho estão tentando confirmar uma quebra de sua tendência de baixa de julho a setembro, após uma reversão mais alta ontem.

A publicação completa dizendo que as vendas de exportação para a semana passada devem ser notavelmente mais altas, graças à compra do México de 41 milhões de bushels anunciados diariamente durante o período do relatório pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

“Só essas compras mais que dobraram o total de negócios realizados na semana anterior. Outras notícias sobre a demanda foram menos animadas na quarta-feira. A produção de etanol caiu na semana passada, com as margens das usinas diminuindo, mas os estoques aumentaram. Combinado com a retração do petróleo que manteve os preços dos biocombustíveis em baixa”, comenta o analista de grãos Bryce Knorr.

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A bolsa brasileira também opera com poucas movimentações nesta quinta-feira. As principais cotações registravam ganhos entre 0,49% e 0,66% por volta das 12h04 (horário de Brasília).

O vencimento novembro/19 era cotado à R$ 39,64 com alta de 0,66%, o janeiro/20 valia R$ 40,90 com valorização de 0,54% e o março/20 era negociado por R$ 41,00 com elevação de 0,49%.

Para a Agrifatto Consultoria, a conjuntura de preços para o milho segue sem grandes alterações, com produtores ainda aguardam por indicações maiores, enquanto a ponta compradora continua atendendo suas demandas de maneira comedida.

“É neste ambiente de negociações lentas que o mercado continua sustentado, além de um dólar valorizado que também colabora para manter as atuais cotações. Conforme a nova temporada se aproxima aqui no Brasil, o mercado climático também vai ganhando força. As expectativas ficam para um período relativamente mais úmido na próxima semana, especialmente na região Sul e Sudeste”, dizem os analistas.

Fonte: Noticias Agrícolas

Quinta, 19 de Setembro de 2019
China compra da Argentina e derruba soja no Brasil.
China compra da Argentina e derruba soja no Brasil. Fonte: Agrolink

Segundo apurou a pesquisa diária do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da USP), os preços da soja no mercado físico brasileiro fecharam a quarta-feira (18.09) com preços médios da soja nos portos do Brasil sobre rodas para exportação recuando 0,74%, para a média nacional de R$ 85,37/saca. O acumulado no preço de exportação em setembro aumentou novamente a perda para 3,56%.

“Como as compras da China nesta quarta-feira foram na América do Sul, mas não no Brasil (exceto lotes revendidos no mercado de Paper) o mercado FOB ficou praticamente sem demanda e os preços caíram, na esteira da queda dos prêmios. Nesta quarta-feira, o dólar recuou 0,74% e as cotações da soja em Chicago recuaram outros 0,75%, não dando suporte a nenhuma alta”, explica o analista da T&F Consultoria Agroeconômica, Luiz Pacheco.

No mercado físico os preços atingiram R$ 85,00, contra R$ 86,50 do dia anterior em Paranaguá e R$ 85,00, contra 86,50, do dia anterior, em Rio Grande. Já no mercado interno o preço voltou a subir 0,10% para a média de R$ 79,32/saca, contra R$ 79,24/saca do dia anterior. Com isto o acumulado do mês de setembro no interior reduziu as perdas para 3,57% (3,67%). No mercado físico doméstico o preço em Passo Fundo caiu para R$ 81,00/saca, contra R$ 81,60/saca do dia anterior.

“A explicação última para a alta do preço da soja no Brasil de terça, que tinha ficado meio mal explicada, foi conhecida na quarta: a China tinha comprado um cargo de soja brasileira. Nesta quarta-feira a China voltou a comprar na América do Sul, desta vez 2 cargos de soja argentina para safra nova, e nada foi comprado dos EUA. Com isso os prêmios FOB da soja brasileira para Outubro permaneceram inalterados, enquanto Novembro recuou 15 cents/bushel. Já os prêmios de safra nova recuaram em média 5 cents/bushel”, conclui Pacheco.

Fonte: Agrolink

Quinta, 19 de Setembro de 2019
Presidente da CNA defende manutenção da Lei Kandir.
Presidente da CNA defende manutenção da Lei Kandir. Fonte: Safras & Mercados

     O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, defendeu a manutenção da Lei Kandir, que isenta as exportações de produtos agropecuários da cobrança do ICMS, para evitar aumento de carga tributária e perda de competitividade para o setor produtivo.

     O tema foi tratado em encontro na quarta (18), em Brasília, com o senador Veneziano Vital do Rego (PSB/PB), relator da matéria na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado.

     O texto que está na CCJ é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n 42/19, de autoria do senador Antonio Anastasia (PSDB/MG) que prevê a revogação da não incidência do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre as vendas externas, o que preocupa a Confederação.

     Para João Martins, é fundamental manter a Lei Kandir vigente em um momento em que o Brasil tem conquistado a abertura de novos mercados em outros países e blocos para aumentar e diversificar a pauta de exportação de produtos do agro.

     Neste contexto, a revogação da lei, de 1996, prejudicaria o setor. “Precisamos desta continuidade da Lei Kandir para sermos competitivos”, ressaltou Martins. Ele explicou, ainda, que a Lei Kandir proporcionou ganhos sociais e desenvolvimento aos estados.

     O senador se comprometeu a analisar as demandas da CNA sobre a lei e discutir os pontos com outros senadores que acompanham o tema em busca de uma proposta de consenso.

     “É fundamental ter informações técnicas para saber o que será posto em discussão. E o agro nos últimos anos, em meio a períodos sucessivos de crise, tem sido o esteio para que tenhamos uma balança comercial que nos é favorável. E o olhar sensível às propostas do agro será levado aos outros senadores para a discussão”.

Fonte: Safras & Mercado